Nesta quinta “A Grande Família” foi impagável em se tratando de qualidade artística. Quando pensamos em assistir este programa logo nos vem o riso e bem-estar característicos do humor familiar. Desta vez vimos Lineu saindo do coma e descobrindo outro relacionamento de Nenê. Foi doloroso demais ver o sofrimento expresso no olhar dos dois. Artistas grandiosos que são, logo saltaram pela tela e desfilaram suas emoções em nossas salas.
A audiência global não vem do nada, o tempo permitiu a construção de um cast irretocável. Do humor para a dor sem perder a força do programa. Nunca pensei em sentir nó na garganta durante este, nunca imaginei o completo silêncio onde antes o ambiente era dominado por risadas. Desta vez, estes queridos artistas jogaram em nossos olhos lágrimas de sofrimento e esperança.
Marieta Severo tirou de suas lembranças uma Nenê ainda mais forte, mais sonhadora e apaixonada, alguém que se fez firme diante da doença do marido e capaz de se dedicar a outra pessoa quando o coma se mostrava interminável. Gente como a gente. Vimos também um Irineu completamente diferente, expondo seu lado sentimental, correndo atrás do tempo perdido, do amor abalado, pronto para manter ao seu lado a grande e dedicada esposa. Marco “Lineu” Nanini, além de ter revelado na vida real, de forma descente e responsável, sua preferência sexual, também soube revelar para o telespectador um Lineu quente e enlouquecidamente voltado para sua grande família.
Todos os outros personagens desfilaram normalmente, continuaram firmes em seus papéis, mas este grande casal, juntamente com um texto irretocável e de edição completamente apropriada para o momento da história, viraram nossa expectativa pelo avesso. E ainda bem, diante da mesmice da nossa atual TV.
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