Sem modéstia: Marcos Mion se considera um vanguardista na TV brasileira
KEILA JIMENEZ
COLUNISTA DA FOLHA
Genérico do “Pânico”. Cópia do “CQC”. Não foram poucos os rótulos que o “Legendários” (Record) carregou na TV. O tempo trouxe a distância das comparações. O público fiel garantiu o segundo lugar em audiência consolidado em um dia ingrato na TV: o sábado à noite.
É nesse clima que a turma de Marcos Mion, 32, comemora dois anos no ar na Record.
“Nunca tivemos nada a ver com o ‘CQC’ nem com o ‘Pânico'”, diz Marcos Mion. “Quem conhece meu histórico sabe que fiz tudo isso muito antes de o ‘Pânico’ existir”, continua. “Não tenho motivos para copiar ninguém.”
Criador e apresentador da atração, Mion faz questão de se meter em tudo no programa. Participa da produção de cada quadro, dá ideias, quer retorno. Contratou cada integrante da equipe, dos assistentes ao diretor.
Para ele, o maior desafio foi criar um programa espirituoso sem afugentar a clássica plateia da Record. Sem assustar a família brasileira.
Com um time irreverente sob seu comando (vide João Gordo), Mion temia extrapolar nas piadas. Ao mesmo tempo, não queria encaretar de vez, perder as características que o consagraram na MTV.
“No primeiro programa já tirei um barato do ‘Fala que Eu te Escuto’ (programa religiosos da Igreja Universal). Mas sem desrespeitar ninguém”, conta ele.
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