1,3 bilhões: Globo sofre com rombo histórico e recebe o pior após assinar maior contrato da história
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Sede da Globo no Rio de Janeiro (Foto: Reprodução)
O chefão de finanças da Globo admitiu que enxerga a Copa do Mundo com preocupação por conta dos altos gastos
Desde que adotou uma política mais conservadora com relação aos seus gastos, a Globo tem se livrado de estrelas com altos salários e até de competições esportivas exorbitantes, no entanto, após divulgar um prejuízo milionário, mesmo com uma boa receita, a emissora tem um grande desafio no segundo semestre.
De acordo com o Notícias da TV, apesar de ter arrecadado cerca 1,3 bilhões no primeiro trimestre, a emissora carioca ainda teve um rombo de 173 milhões, muito por conta do investimento em direitos esportivos, o que acendeu um sinal de alerta para os gastos que vão envolver a Copa do Mundo, que vai acontecer em novembro no Catar.
Para garantir os direitos com exclusividade do torneio, a Globo assinou um dos seus maiores contratos da história com a Fifa, entidade que organiza o torneio. A emissora desembolsou cerca 90 milhões de dólares (500 milhões de reais) ao renegociar um antiga dívida e para manter o bom relacionamento entre as partes.
No entanto, em entrevista concedida a Gulherme Ravache, do Notícias da TV, Manuel Belmar, diretor de finanças da Globo admitiu que a realização da copa no final do ano pode implicar em um cenário pior para a emissora carioca.
“Devemos ter um aumento de despesas com futebol no segundo trimestre, mas também crescem as receitas. Nossa grande preocupação é com o último trimestre e a Copa do Mundo de futebol. Quando compramos a Copa, que é um direito muito caro jamais sonhamos que ela seria no Catar e em novembro. A expectativa era ser em junho”, disse o executivo da Globo.
Renata Vasconcellos e Galvão Bueno no estúdio da Globo na Copa da Rússia; Copa do Catar também terá o tradicional “Estúdio de vidro” (Foto: Reprodução/Globo)
“O último trimestre é um mês que tradicionalmente já existem muita publicidade, então há risco da Copa rivalizar com outras campanhas publicitárias de final de ano. Isso pode reduzir a receita geral. Mas podemos ter uma campanha muito boa da Seleção Brasileira e estamos trabalhando com os anunciantes. Fora isso, a expectativa é de um ano positivo. Existe ainda uma chance de algum revés desconhecido da guerra na Ucrânia, uma espiral inflacionária, além do quadro político”, pontuou Belmar, demonstrando otimismo.
Mesmo com o cenário favorável, é importante ressaltar que, atualmente, em 2022, a Globo tem dois grandes investimentos: a novela Pantanal e a Copa do Mundo do Qatar. Caso a dupla não conquiste o resultado desejado, a emissora pode ficar novamente no vermelho pelo terceiro ano consecutivo.
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