Rio Grande do Sul traz salário mínimo regional acima dos R$ 1.621

Primeiramente, milhares de trabalhadores do Rio Grande do Sul recebem o salário mínimo acima do valor do piso nacional.

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Em diversas cidades do Rio Grande do Sul, como Porto Alegre, Canoas, Santa Maria, Pelotas, Caxias do Sul e mais, garantem o piso de até R$ 1.945, podendo chegar a R$ 2.267,27 em 2026.

Em 11 de junho de 2025, o governador Eduardo Leite sancionou a Lei nº 16.311. A medida elevou o salário mínimo regional em 8% e manteve os novos valores válidos em 2026.

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Com a decisão, os valores do piso regional do Rio Grande do Sul superam o salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621 em 2026.

A quarta faixa, que engloba trabalhadores da indústrias de alimentos, móveis, química e mais, recebe R$ 1.945,76, o que representa um acréscimo de R$ 324, em comparação ao piso nacional.

Quem tem direito ao salário mínimo regional?

De acordo com o governo do estado, o piso regional se aplica a trabalhadores que não possuem salário definido por convenção ou acordo coletivo.

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Na prática, isso significa que o trabalhador gaúcho pode receber mais do que o mínimo federal, dependendo da sua área de atuação.

O governo estadual organiza o piso regional em cinco faixais salariais:

  • Faixa 1 – R$ 1.789,04: Agricultura, pecuária, pesca, indústria extrativa, empregados domésticos, turismo, construção civil e motoboys
  • Faixa 2 – R$ 1.830,23: Indústria têxtil e calçadista, fiação e tecelagem, serviços de saúde, limpeza, hotelaria, bares e restaurantes
  • Faixa 3 – R$ 1.871,75: Indústrias de alimentos, móveis, química e farmacêutica, além de trabalhadores do comércio e armazéns
  • Faixa 4 – R$ 1.945,67: Indústrias metalúrgica, gráfica, de vidro e borracha, vigilantes, porteiros e auxiliares administrativos escolares
  • Faixa 5 – R$ 2.267,27: Técnicos de nível médio

Haverá um novo aumento em 2026?

Até o momento, o governo do Rio Grande do Sul não confirmou um novo reajuste para 2026.

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Porém, trabalhadores e sindicatos mantêm expectativa de nova correção, especialmente diante da inflação e do custo de vida.

O salário mínimo é suficiente para viver?

Apesar do aumento, viver apenas com o salário mínimo ainda representa um desafio. De acordo com o Serasa, o custo médio para manter um padrão básico de vida no Brasil gira em torno de R$ 3520 por mês.

Gastos com supermercado, moradia e contas fixas consomem cerca de 57% da renda familiar, o que pressiona o orçamento, principalmente para quem sustenta dependentes.

Por fim, mesmo assim, o salário mínimo regional do Rio Grande do Sul se destaca como um dos mais altos do país, oferecendo uma remuneração mais vantajosa para diversas categorias que não contam com negociação coletiva própria.