Banco Central informa: Quais são os 2 bancos, além do Master e Will, que faliram no Brasil?

Dois bancos tiveram a falência comunicada pelo Banco Central (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Bacen)
Além de Will e Master, dois bancos já tiveram a falência decretada após intervenção do Banco Central e deixaram correntistas em alerta
A estabilidade do sistema bancário brasileiro transmite, muitas vezes, uma falsa sensação de segurança absoluta aos correntistas. Mesmo com as regras rígidas que o Banco Central impõe para fiscalizar o mercado, o cenário econômico assiste a derrocadas surpreendentes de marcas que pareciam sólidas no segmento de crédito.
Conforme muitos acompanham, o cenário atual passa por turbulências envolvendo o conglomerado Master e a Will Financeira, gerando um alerta geral sobre a saúde das instituições.
No entanto, a lista de rupturas financeiras profundas ultrapassa esses episódios.
Ainda entre 2023 e 2024, outros dois bancos tiveram a falência decretada e informada pelo BC após esgotarem suas defesas operacionais.
Sendo assim, com base em informações do portal Valor Econômico e dos próprios portais oficiais das financeiras, trazemos abaixo:
- Os gatilhos que levam o Banco Central a intervir;
- O caso BRK Financeira;
- A queda da Portocred;
- Um guia de como proteger seu dinheiro em casos de quebra.

O que faz o Banco Central intervir?
O Banco Central do Brasil monitora constantemente as instituições financeiras para garantir a integridade do Sistema Financeiro Nacional.
Quando os técnicos da autoridade monetária identificam desequilíbrios patrimoniais incuráveis ou violações graves nas normas de exposição de risco, o órgão afasta os controladores e inicia o processo de liquidação forçada.
Conforme citamos acima, os casos recentes do Master e da Will Financeira têm dado muito o que falar após episódios de insolvência que ainda ecoam fortemente entre os investidores –Veja aqui*.
O caso BRK Financeira:
A BRK Financeira atingiu seu ponto crítico em fevereiro de 2023, provocando um dos maiores acionamentos da história do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Ainda em 7 de março de 2024, o administrador concluiu que os ativos remanescentes não cobriam o passivo, o que levou à decretação da autofalência.
A defesa da BRK, contudo, apresentou contra-argumentos contundentes contra a decisão do órgão regulador:
- Negociações de aporte: Os controladores afirmaram que o Banco Central agiu com precipitação, pois mantinham conversas avançadas para receber um aporte de capital estrangeiro capaz de sanear as contas da instituição;
- Impacto da taxa Selic: A administração defendeu que a alta da taxa Selic gerou uma crise de liquidez passageira devido à desvalorização dos títulos públicos na marcação a mercado, descartando uma falência estrutural;
- Inexistência de tempo: Os advogados sustentaram que a interrupção forçada das atividades bloqueou a entrada de recursos mapeados, deixando os investidores dependentes exclusivamente da cobertura do FGC.
Veja mais sobre o caso BRK clicando aqui*.
A queda da Portocred:
Paralelamente ao colapso da BRK, o Banco Central também encerrou as atividades da Portocred S.A., financeira focada em crédito para pessoas físicas e financiamentos.
A autoridade máxima do sistema alegou violações nas normas de exposição de risco para justificar a liquidação do negócio.
Mas a diretoria da Portocred também rebateu duramente a versão oficial e criticou a postura do governo por meio dos seguintes pontos de defesa:
- Rigor na reclassificação: Os gestores alegaram que o Banco Central aplicou um rigor excessivo ao reclassificar a carteira de crédito, transformando devedores potencialmente recuperáveis em prejuízos imediatos no balanço;
- Plano de reestruturação: A diretoria garantia que executava um plano agressivo de redução de custos e que a parada forçada das operações destruiu ativos valiosos;
- Inviabilização das medidas: A defesa enfatizou que o regulador não concedeu o tempo necessário para que as medidas privadas surtissem efeito, reduzindo drasticamente o valor final que os credores receberiam.
Para ver os avisos oficiais e as orientações da instituição, acesse este link*.
Como proteger o seu dinheiro em caso de quebra de bancos?
De fato, quando o Diário Oficial publica a liquidação ou a falência de uma instituição, o correntista precisa agir com estratégia e rapidez para estancar perdas.
O processo de ressarcimento e a gestão de pendências exigem atenção redobrada aos canais oficiais do FGC e do liquidante nomeado.
Siga estas orientações práticas imediatamente:
- Acesse o Aplicativo do FGC: O Fundo Garantidor de Créditos devolve valores de contas correntes e investimentos (como CDB, LCI e LCA) até o limite de R$ 250 mil por CPF. Faça a solicitação de forma totalmente digital pelo aplicativo oficial da entidade;
- Corte o uso de cartões: No instante em que o governo decreta a falência, o sistema bloqueia automaticamente os cartões de crédito e débito da instituição. Evite passar vergonha e guarde os plásticos;
- Comunique o setor de RH: Se você recebe seu salário no banco liquidado, notifique o departamento de Recursos Humanos da sua empresa hoje mesmo para alterar a conta de depósito. O dinheiro que cair na conta bloqueada ficará retido na massa falida;
- Pague as dívidas ativas: A falência do banco não perdoa suas dívidas vigentes. Separe o dinheiro das faturas e parcelas de empréstimos, pois o liquidante divulgará novos canais para quitação. A inadimplência continuará gerando juros e restrições no seu CPF;
- Monitore o cronograma do liquidante: Acompanhe os editais públicos para verificar em qual lista de credores a administração inseriu seu nome e descubra a previsão de pagamento para saldos que superem o teto coberto pelo FGC.
Mas, para mais histórias como essa, clique aqui*.