224 lojas fechadas e 22 mil na rua: A falência de rede de supermercados do RJ após 44 anos

224 lojas fechadas e 22 mil na rua: A falência de rede de supermercados do RJ após 44 anos (Foto Reprodução/Montagem/TV Foco/Canva/Paola)
Fim de rede de supermercados do RJ com 224 lojas fechadas e 22 mil demissões marca falência histórica. Veja todos os detalhes a seguir
Após mais de quatro décadas de atuação, a falência de rede de supermercados no RJ se consolidou como uma das mais impactantes do varejo brasileiro. Com isso, o encerramento das atividades resultou em 224 lojas fechadas e cerca de 22 mil demissões, números que, por si só, revelam a dimensão do colapso. Além disso, o episódio marcou profundamente o comércio e o mercado de trabalho no estado.
Durante muitos anos, a empresa manteve forte presença nos bairros do Rio de Janeiro. Entretanto, ao longo do tempo, o cenário econômico mudou de forma gradual e, depois, definitiva. Assim, a antiga solidez da rede deu lugar a um processo contínuo de enfraquecimento financeiro.
Como a rede de supermercado do RJ se tornou referência no varejo brasileiro?
Inicialmente, a trajetória da empresa foi marcada por crescimento acelerado. Fundada em 1955, a Casas da Banha rapidamente ganhou espaço no mercado. Desde então, a estratégia de expansão agressiva possibilitou a abertura de dezenas de unidades em pouco tempo.

Além disso, com sede no Rio de Janeiro, a rede alcançou sete estados brasileiros. Consequentemente, no auge das operações, o faturamento anual ultrapassou US$ 700 milhões. Dessa forma, a empresa passou a ser vista como sinônimo de preços acessíveis e grande alcance popular.
O que levou ao início da crise financeira da rede de supermercados?
No entanto, a partir de 1986, a situação começou a mudar. Naquele período, o governo federal lançou planos econômicos, como o Plano Cruzado I e II. Por causa disso, o congelamento de preços afetou diretamente o setor supermercadista.
Como resultado, as margens de lucro caíram de forma significativa. No caso da Casas da Banha, a redução da rentabilidade se tornou constante. Assim, a empresa passou a enfrentar dificuldades financeiras recorrentes, que se agravaram com o passar dos anos.
Por que as medidas adotadas não conseguiram impedir o colapso da empresa?
Diante da crise, a rede tentou reagir. Ainda assim, nenhuma das estratégias adotadas conseguiu reverter o cenário negativo. Ao longo do tempo, diferentes tentativas foram colocadas em prática, mas sem sucesso.
Entre essas medidas, a empresa reduziu drasticamente o número de funcionários, vendeu e devolveu lojas para quitar dívidas e manteve unidades fechadas por longos períodos. Mesmo assim, os prejuízos continuaram se acumulando. Por consequência, o colapso financeiro tornou-se inevitável.
Como aconteceu o encerramento definitivo da rede após 44 anos de atuação?
Por fim, em 1999, a própria empresa solicitou a falência. Após análise, a Justiça aceitou o pedido e decretou oficialmente o fim das atividades. A partir disso, todas as lojas foram lacradas e os últimos funcionários dispensados.
Dessa maneira, o que antes representava tradição e força no varejo fluminense passou a integrar a lista de grandes empresas que não resistiram às transformações econômicas do país.
Quem passou a dominar o setor de supermercados no Brasil após essa falência?
Após a saída da Casas da Banha, o mercado entrou em um processo natural de reorganização. Com o tempo, outras redes assumiram a liderança do setor no Brasil.
Atualmente, o Grupo Carrefour Brasil ocupa o primeiro lugar em faturamento. Logo depois, aparecem Assaí Atacadista, Grupo Mateus, Supermercados BH e GPA, que juntos concentram uma parcela significativa do mercado supermercadista nacional.
Como a falência da rede de supermercados do RJ deixou 224 lojas fechadas e 22 mil demissões?
Em síntese, a falência da Casas da Banha encerrou uma trajetória de 44 anos e provocou 224 lojas fechadas e 22 mil demissões. Além disso, o caso se tornou um exemplo emblemático de como crises econômicas prolongadas, decisões mal calculadas e dificuldade de adaptação conseguem derrubar até mesmo empresas consideradas sólidas por décadas.
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