25 marcas de azeite proibidas em 2025: Anvisa alerta o que donas de casa devem fazer em supermercados

Logo Anvisa e ilustração azeite (Fotos: Reproduções / Internet / Canva)
Ao longo do ano, Anvisa proibiu 25 marcas de azeite
Em 2025, 25 marcas de azeites foram retiradas das prateleiras após operações conjuntas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Agricultura (Mapa). A medida faz parte de uma série de fiscalizações que identificaram fraudes e irregularidades em produtos vendidos como azeite oliva, mas que na verdade, continham misturas com outros óleos vegetais.
De acordo com informações do portal G1, as marcas Royal, Godio, La Vitta e Santa Lucia foram as mais recentes a serem desclassificadas pelo Ministério da Agricultura, em decisão divulgada no dia 12 de novembro.
Amostras coletadas dessas marcas apontaram adulteração na composição, tornando os produtos impróprios para o consumo.
Além disso, outras 21 também lidaram com proibições ao longo do ano. Confira lista:
- Azapa e Doma: Fevereiro
- Alonso, Quintas D’Oliveira, Almzara, Escarpas das Oliveiras, La Ventosa e Grego Santorini: Maio
- San Marin, Castelo de Viana, Terrasa, Casa do Azeite, Terra de Olivios, Alcobaça, Villa Glória, Santa Lucia, Campo Ourique, Málaga, Serrano e Vale dos Vinhedos: Julho
- Los Nobles: Setembro
- Ouro Negro: Outubro
- Royla, Godio, Santa Lucia e La Vitta: Novembro
Por que as marcas foram proibidas?
De acordo com o governo federal, os principais motivos para a proibição incluem:
- Adulteração e falsificação (mistura com outros óleos vegetais)
- Falta de registro no CNPJ ou ausência de licença sanitária
- Irregularidades na rotulagem
- Falta de transparência sobre origem ou composição
- Instalações que não atendem aos padrões sanitários
O que fazer se achar o produto?
Desse modo, se algum azeite proibido ainda estiver no mercado, o estabelecimento está cometendo uma infração grave e pode ser responsabilizado.
Além disso, quem já comprou algum desses produtos deve tomar medidas:
- Primeiramente, interromper o consumo
- Em seguida, solicitar a troca ou reembolso, com base no Código de Defesa do Consumidor
- Registrar uma denúncia
Como evitar fraudes?
Para evitar fraudes, alguns cuidados simples podem ajudar a garantir que você leve um azeite verdadeiro para casa.
De acordo com o Ministério da Agricultura, o cliente deve se atentar a três fatores:
- Desconfie de preços muito baixos
- Evite azeite vendido a granel, o risco de adulteração é maior
- Verifique o rótulo e consulte listas oficiais

Como saber se o azeite é verdadeiro?
Além disso, o consumidor pode verificar as informações sobre o azeite no site oficial da Anvisa. Basta inserir o nome da marca na ferramenta de busca, na aba “produto”.
O cliente também pode utilizar o portal do Ministério da Agricultura, o Cadastro Geral de Classificação mostra se a empresa está regular e fiscalizada.
Riscos do consumo
Por fim, consumir azeite falsificado pode trazer riscos à saúde, já que muitos desses produtos contêm misturas com óleos vegetais de origem desconhecida, sem controle da Anvisa.
Essas substâncias podem provocar problemas digestivos e reações alérgicas.
Além disso, o azeite falso não oferece benefícios nutricionais do verdadeiro azeite de oliva, ou seja, engana o consumidor que busca uma alimentação saudável.