130kg a mais, ataque na prisão e outro nome: 3 novas revelações do Maníaco do Parque

Maníaco do Parque está irreconhecível (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/YouTube/SBTNews/GMN)
Entenda por que Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque, quer mudar de nome, os detalhes do ataque a uma psiquiatra na prisão e sua aparência irreconhecível aos 130kg
Vinte e seis anos após sua prisão, Francisco de Assis Pereira, conhecido nacionalmente como o “Maníaco do Parque”, volta ao centro do debate público com detalhes inéditos sobre sua vida no cárcere.
Condenado a mais de 280 anos de prisão pelo assassinato de sete mulheres e o estupro de outras nove, o detento caminha para o fim do limite máximo de permanência na cadeia (30 anos, pela lei da época).

No entanto, e o que mais assusta, novas informações revelam uma realidade chocante sobre seu estado atual.
Com base nos artigos e obras do jornalista Ullisses Campbell e edições do SBT News, trazemos abaixo as três principais revelações que atualizam o perfil de um dos criminosos mais perigosos do país:
1. Transformação física:
A imagem do motoboy magro e ágil que patinava pelo Parque Ibirapuera foi substituída por uma figura quase irreconhecível.
Relatos de agentes penitenciários e laudos médicos indicam que Francisco engordou drasticamente durante as décadas de cárcere.
Estima-se que ele esteja pesando cerca de 130 quilos a mais do que quando foi preso em 1998.
Este aumento de peso é atribuído à rotina sedentária no Pavilhão 3 de Iaras, destinado a criminosos sexuais, e ao uso de medicamentos controlados.

A mudança física é tão severa que peritos afirmam que ele dificilmente seria identificado por populares caso caminhasse pelas ruas hoje, o que levanta questões sobre o monitoramento visual após sua eventual soltura.
2. Ataque na prisão:
Diferente da postura dócil que tenta manter em entrevistas gravadas, um episódio ocorrido dentro do sistema prisional revela a persistência de sua agressividade.
Durante uma sessão de avaliação com a renomada psiquiatra forense Hilda Morana, o detento tentou estrangular a profissional.
De acordo com uma matéria do SBT News, em outubro de 2024, um ataque ocorreu no momento em que a médica solicitou o fechamento da porta da sala de atendimento para garantir a privacidade do exame
Francisco avançou contra o pescoço da psiquiatra e proferiu ameaças diretas.
O incidente reforçou os laudos que indicam que o tempo de prisão não mitigou a psicopatia do agressor.
O que mantém o diagnóstico de altíssima periculosidade.
3. A estratégia do novo nome
Por fim, com a liberdade prevista para 2028, Francisco de Assis Pereira já trabalha em uma estratégia de “limpeza de imagem”.
O detento manifestou a intenção de trocar de nome oficialmente assim que deixar a prisão.
Inclusive, a sua defesa e o próprio Francisco utilizam o argumento da conversão religiosa para justificar a necessidade de uma nova identidade.
A estratégia visa apagar o vínculo direto com o “Maníaco do Parque” nos registros civis e facilitar sua reinserção na sociedade sem o estigma dos crimes cometidos na década de 90.
No entanto, especialistas em segurança pública alertam que:
- A mudança de nome dificulta o controle social;
- Dificulta também a vigilância sobre um indivíduo que nunca demonstrou arrependimento real pelas vítimas.
Mas o maníaco do parque tem chances de sair da cadeia?
Todas essas revelações surgem em um momento crítico, visto que a legislação brasileira da época de sua condenação impede que ele permaneça preso por mais de 30 anos.
Sem a obrigatoriedade de exames criminológicos que impeçam sua saída, o sistema judiciário enfrenta o desafio de lidar com um homem que, apesar do novo nome e do novo corpo, mantém a mesma estrutura psicológica que aterrorizou o país.
Mas especialistas acreditam que laudos desfavoráveis podem impedir a saída e sustentar uma internação em hospital de custódia por tempo indeterminado.
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