130kg a mais, ataque na prisão e outro nome: 3 novas revelações do Maníaco do Parque

Entenda por que Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque, quer mudar de nome e os detalhes do ataque a uma psiquiatra.

24/12/2025 às 08:45 · Tempo de leitura: 7 minutos

Maníaco do Parque está irreconhecível (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/YouTube/SBTNews/GMN)

Entenda por que Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque, quer mudar de nome, os detalhes do ataque a uma psiquiatra na prisão e sua aparência irreconhecível aos 130kg

Vinte e seis anos após sua prisão, Francisco de Assis Pereira, conhecido nacionalmente como o “Maníaco do Parque”, volta ao centro do debate público com detalhes inéditos sobre sua vida no cárcere.

Condenado a mais de 280 anos de prisão pelo assassinato de sete mulheres e o estupro de outras nove, o detento caminha para o fim do limite máximo de permanência na cadeia (30 anos, pela lei da época).

Maníaco do Parque (Foto: Reprodução/YouTube/Imagens televisionadas)

No entanto, e o que mais assusta, novas informações revelam uma realidade chocante sobre seu estado atual.

Com base nos artigos e obras do jornalista Ullisses Campbell e edições do SBT News, trazemos abaixo as três principais revelações que atualizam o perfil de um dos criminosos mais perigosos do país:

1. Transformação física:

A imagem do motoboy magro e ágil que patinava pelo Parque Ibirapuera foi substituída por uma figura quase irreconhecível.

Relatos de agentes penitenciários e laudos médicos indicam que Francisco engordou drasticamente durante as décadas de cárcere.

Estima-se que ele esteja pesando cerca de 130 quilos a mais do que quando foi preso em 1998.

Este aumento de peso é atribuído à rotina sedentária no Pavilhão 3 de Iaras, destinado a criminosos sexuais, e ao uso de medicamentos controlados.

Atual aparência do Maníaco do Parque (Foto Reprodução/SBT News/YouTube/Imagem televisionada)

A mudança física é tão severa que peritos afirmam que ele dificilmente seria identificado por populares caso caminhasse pelas ruas hoje, o que levanta questões sobre o monitoramento visual após sua eventual soltura.

2. Ataque na prisão:

Diferente da postura dócil que tenta manter em entrevistas gravadas, um episódio ocorrido dentro do sistema prisional revela a persistência de sua agressividade.

Durante uma sessão de avaliação com a renomada psiquiatra forense Hilda Morana, o detento tentou estrangular a profissional.

De acordo com uma matéria do SBT News, em outubro de 2024, um ataque ocorreu no momento em que a médica solicitou o fechamento da porta da sala de atendimento para garantir a privacidade do exame

Francisco avançou contra o pescoço da psiquiatra e proferiu ameaças diretas.

O incidente reforçou os laudos que indicam que o tempo de prisão não mitigou a psicopatia do agressor.

O que mantém o diagnóstico de altíssima periculosidade.

3. A estratégia do novo nome

Por fim, com a liberdade prevista para 2028, Francisco de Assis Pereira já trabalha em uma estratégia de “limpeza de imagem”.

O detento manifestou a intenção de trocar de nome oficialmente assim que deixar a prisão.

Inclusive, a sua defesa e o próprio Francisco utilizam o argumento da conversão religiosa para justificar a necessidade de uma nova identidade.

A estratégia visa apagar o vínculo direto com o “Maníaco do Parque” nos registros civis e facilitar sua reinserção na sociedade sem o estigma dos crimes cometidos na década de 90.

No entanto, especialistas em segurança pública alertam que:

  • A mudança de nome dificulta o controle social;
  • Dificulta também a vigilância sobre um indivíduo que nunca demonstrou arrependimento real pelas vítimas.

Mas o maníaco do parque tem chances de sair da cadeia?

Todas essas revelações surgem em um momento crítico, visto que a legislação brasileira da época de sua condenação impede que ele permaneça preso por mais de 30 anos.

Sem a obrigatoriedade de exames criminológicos que impeçam sua saída, o sistema judiciário enfrenta o desafio de lidar com um homem que, apesar do novo nome e do novo corpo, mantém a mesma estrutura psicológica que aterrorizou o país.

Mas especialistas acreditam que laudos desfavoráveis podem impedir a saída e sustentar uma internação em hospital de custódia por tempo indeterminado.

Ademais, para saber mais sobre o Maníaco do Parque, clique aqui*

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