300 bilhões em dívidas: Renata paralisa JN com falência de empresa gigantesca: “A Justiça decretou”
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Renata Vasconcellos noticiou falência de grande empresa no JN (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Canva/Globo)
Renata Vasconcellos parou o Brasil ao anunciar em meio a uma edição do Jornal Nacional a falência de gigante empresa após um amontoado de dívidas
Em edição do Jornal Nacional, que entrou no ar no dia 29 de janeiro de 2024, na Globo, Renata Vasconcellos paralisou o Brasil com uma notícia de falência envolvendo uma empresa gigantesca e extremamente relevante do setor imobiliário após se afundar em uma dívida bilionária:
“A Justiça de Hong Kong decretou a falência de um dos símbolos do crescimento chinês. A Evergrande já foi a incorporadora imobiliária com o maior valor de mercado do planeta – com obras em 280 cidades da China. Hoje, acumula dívidas de US$ 300 bilhões”
Ainda de acordo com o jornalístico, economistas temiam que o risco da quebra da Evergrande afetasse as siderúrgicas e mineradoras.
Apenas para nível de conhecimento, US$ 300 bilhões equivale a R$ 1,47 trilhão, na cotação de atual. Na época da notícia essa falência foi considerada uma das maiores já vistas.
Motivos da quebra
O decreto de falência ocorreu no âmbito de uma ação jurídica movida por alguns credores estrangeiros da Evergrande, porém a companhia chegou a anunciar que continuaria a operar.
A decisão da Justiça então deu início ao processo de liquidação dos ativos da Evergrande no exterior e a substituição de sua diretoria.
Segundo o portal UOL, o presidente-executivo da empresa nessa região, Shawn Siu, disse que a decisão da justiça era “lamentável” e que os projetos de construção de casas ainda seriam entregues.
Ainda era possível recorrer da decisão, porém o processo de liquidação continuaria enquanto a companhia aguardasse o resultado do recurso.
Para o mercado, essa decisão da justiça não deveria impactar fortemente a operação da empresa em um primeiro momento.
Isso porque poderia levar meses ou anos para que o liquidante nomeado pelos credores assumisse o controle das subsidiárias na China continental, que é uma jurisdição diferente da de Hong Kong.
Entendendo a crise
No ano de 2020, o presidente Xi Jinping anunciou limites para o volume de dívidas que empresas como a Evergrande poderiam acumular.
Só pata ter ideia, o limite das companhias não poderia exceder 70% de seus ativos. Ou seja, o total da dívida deveria estar 100% abaixo de seu valor de mercado e as reservas financeiras deveriam permanecer em 100% do endividamento de curto prazo.
Porém, as restrições, chamadas de “Três Linhas Vermelhas”, mostravam que a incorporadora operava de maneira insustentável.
Na época a Evergrande já somava mais de US$ 300 bilhões em despesas e dívidas. Há anos, a incorporadora financiava projetos de construção em andamento com os depósitos de clientes para iniciativas imobiliárias futuras.
A falta de pagamento colapsou o mercado imobiliário chinês e causou um golpe na economia do país.
Importância da Evergrande
Ainda de acordo com o UOL, a Evergrande é uma incorporadora imobiliária fundada ainda no ano de 1996 na cidade de Guangzhou, na China, por Xu Jiayin, cujo qual já foi considerado o homem mais rico do país.
A companhia teve um crescimento exponencial ao acompanhar o processo de urbanização da China.
No ano de 2021, a Evergrande chegou a ser considerada o 122º maior conglomerado do mundo em termos de receita pela lista Fortune Global 500.
O grupo imobiliário tem mais de 1.300 projetos em mais de 280 cidades na China.
Ao longo dos anos, a companhia também investiu em outros setores além do imobiliário.
A Evegrande expandiu para os segmentos de carros elétricos, parques temáticos, ramo de seguros e até mesmo para o futebol ao comprar o clube Guangzhou Evergrande FC no ano de 2010.
Renata Vasconcellos (Foto: Reprodução / TV Globo)
Renata Vasconcellos comentou sobre a falência da Evergrande (Foto: Reprodução/ Globo)
Evergrande teve sua falência decretada em janeiro de 2024 (Foto Reprodução/ Internet)
O que a falência da Evergrande impactou no Brasil?
Segundo o InfoMoney, uma das influências da crise no setor imobiliário chinês, evidenciada pela crise da Evergrande no Brasil foram:
- Menor demanda por minério de ferro;
- Crescimento econômico desacelerado;
- Menor consumo por parte da população chinesa.
Com essa queda na procura pelo minério, o preço cai e as receitas de empresas que exportam ferro também são afetadas.
Vale destacar que naquela mesma semana da falência, empresas brasileiras já estavam sendo afetadas:
- As ações da Vale (VALE3) recuaram 1,42%;
- As ações da Gerdau (GGBR4) recuaram 1,97%;
- As ações da CSN (CSNA3) recuaram1,21%;
- Por fim, a Usiminas (USIM5) apresentou a maior queda, em 3,05%.
As notícias não foram nada boas para as exportações brasileiras no geral.
Como o setor imobiliário gera empregos para a China, a dissolução de companhias deixou milhares de pessoas desempregadas o que de certa forma influenciou no crescimento econômico.
Uma possibilidade preocupante é que, com uma consequente diminuição no consumo, a China poderia deixar de importar produtos do Brasil, enfraquecendo de certa forma a economia brasileira.