300 dias para o fim da concessão: Globo se prepara com venda da própria sede e demissões em massa

William Bonner e Renata Vasconcellos apresentam o "Jornal Nacional" (Foto: Reprodução/TV Globo)
Entre corte de gastos e demissões, saiba o que a Globo faz para se armar contra o presidente Bolsonaro no ano que sua concessão chegará ao fim
2022 é definitivamente o ano D para a Globo. A emissora passa atualmente pelo governo que mais quer ver seu fim, ainda mais em um ano em que a concessão da platinada chega ao fim e carece de uma renovação. Enquanto tudo isso ameaça o seu poderio, a empresa se prepara de todas as formas possíveis, guardando muito dinheiro em seu caixa.
Nos últimos meses, a emissora tomou uma série de medidas e decisões que evitam o gasto desenfreado de seus cofres. Um exemplo disso é a venda do prédio da sede do canal em São Paulo, localizado na Vila Cordeiro, zona sul da capital.
De acordo com o Correio Braziliense, a Globo vendeu o prédio por R$ 522 milhões e pagará um aluguel de R$ 3 milhões mensais à Vinci Partners. A medida ocasionará em uma economia para a empresa.
“A aquisição é extremamente estratégica para o Fundo, elevando o percentual de contratos atípicos para 69%, gerando uma maior estabilidade e previsibilidade sobre as receitas do Fundo, além de elevar a exposição regional à cidade de São Paulo para 71%”, declarou o presidente da atual dona do prédio.
A Globo também vendeu empresas do grupo, além de antenas espalhadas pelo Brasil, tudo para evitar gastar. Um outro fator que foi decisivo para essa mudança foi a onda de demissões de artistas e jornalistas da casa. Agora, a maioria trabalha em forma de contrato por obra, e não mais com termo de exclusividade.
VINGANÇA
Enquanto isso, o canal também se arma contra Bolsonaro, que já garantiu que se depender dele a platinada não terá renovação da concessão. Como vingança, o canal já começou a mostrar pesquisas e intenções de votos para as próximas eleições desde 2021.
PODE ACABAR?
Em novembro, o presidente declarou que a emissora precisará estar “arrumadinha” caso queira continuar no ar nos próximos anos. A concessão acaba em outubro, mas não existe nenhum motivo firme que possa levar a crer que essa assinatura não aconteça. Para uma emissora perder a concessão, é necessário haver graves infrações, e não apenas uma implicância do chefe do Executivo.

Bolsonaro e a Globo vivem guerra (Foto: Reprodução/Redes Sociais/Divulgação)