Geladeira, demissão abrupta e mais: 5 astros que morreram magoados com a Globo
Conheça a história de 5 artistas da TV que enfrentaram demissões severas, geladeira e o isolamento nos bastidores em seus últimos anos.
Conheça as histórias de veteranos consagrados que dedicaram décadas de suas vidas às telas, mas enfrentaram desligamentos frios e o isolamento nos bastidores
O encerramento de ciclos na televisão nem sempre consegue acompanhar o tamanho do legado deixado pelos artistas.
Ao longo dos anos, grandes nomes da comunicação e da teledramaturgia brasileira enfrentaram momentos de profunda tristeza ao lidarem com o afastamento dos estúdios e a perda de contratos de exclusividade.
Inclusive, para muitos veteranos, a transição abrupta para fora do ar trouxe um sentimento de esquecimento e mágoa que ecoaram até o dia das suas mortes.
Sendo assim, com base em informações do Na Telinha, trazemos abaixo o que aconteceu com cada um desses nomes e seus legados.
1. Pedro Paulo Rangel (1948–2022)
Marcante em clássicos como Vale Tudo e o humorístico TV Pirata, o ator optou por não renovar seu vínculo de exclusividade de longo prazo com a Globo em 2013 para focar nos palcos do teatro.
A mudança de formato contratual, contudo, abriu espaço para um longo período de silêncio nos bastidores da televisão.
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Em seus últimos anos de vida, o artista desabafou publicamente sobre o profundo incômodo com:
- O sumiço das sondagens;
- O esquecimento por parte dos diretores de elenco.
Magoado com a “falta de convites, estando numa espécie de “geladeira” para novelas, ele passou seus momentos finais longe das telas.
2. Sebastião Vasconcelos (1927–2013)
Eternizado como o Zé Esteves da novela Tieta, o veterano construiu uma das trajetórias mais sólidas da teledramaturgia nacional.
No entanto, o término de seu vínculo com a televisão abalou gravemente a sua saúde emocional.
Familiares relataram na época que o ator perdeu completamente o interesse em viver após ser desligado da emissora onde trabalhou por décadas.
Apesar de ter realizado trabalhos posteriores na Record, ele passou os últimos anos de vida profundamente entristecido e inconformado, recusando-se a cuidar da saúde até falecer em julho de 2013.
3. Russo (1931–2017)
Antônio Pedro de Souza, o inconfundível assistente de palco Russo, foi peça central nos programas de auditório mais bem-sucedidos do país, dividindo os palcos com Chacrinha, Xuxa, Faustão e Angélica por mais de quarenta anos.
Em 2014, o profissional foi pego de surpresa com uma demissão abrupta.
Sem esconder a mágoa com os bastidores, Russo declarou publicamente na ocasião que se sentia desamparado e “sem pai nem mãe”.
Deprimido e enfrentando sérias dificuldades financeiras, o animador faleceu em janeiro de 2017.
4. Fernando Vannucci (1951–2020)
Uma das vozes mais marcantes do jornalismo esportivo nacional, Fernando Vannucci teve sua trajetória na emissora abalada por um episódio que entrou para a história da TV.
Em 1998, durante a cobertura da Copa do Mundo, o apresentador foi flagrado mastigando uma bolacha no ar na troca de blocos.
O erro técnico gerou um desgaste interno severo que culminou em sua demissão no ano seguinte.
Embora tenha vencido um processo judicial milionário contra o canal, Vannucci jamais superou a forma como foi descartado, partindo em novembro de 2020 magoado com o isolamento imposto pela própria editoria onde fez história.
O que aconteceu com Paulo Silvino?
Responsável por criar alguns dos bordões mais populares do humorismo brasileiro (como o famoso: “Cara, crachá”) Paulo Silvino dedicou grande parte de sua carreira aos programas de esquetes, brilhando intensamente no semanal Zorra Total.
Nos seus últimos anos de atividade, contudo, o comediante acabou perdendo espaço com as reformulações artísticas da grade e foi colocado na geladeira.
Colegas de elenco relataram que Silvino sofria com o sumiço de papéis relevantes e com a redução de suas aparições a figurações mínimas, sentindo-se esquecido pela cúpula antes de falecer em agosto de 2017.
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