O sonho de todos os trabalhadores é receber o reajuste do salário mínimo. Mas, 5 erros podem deixar os CLTs sem o aumento de 2026
O salário mínimo no Brasil subiu para R$ 1.621 em 1º de janeiro de 2026. O valor acaba representando um aumento de R$ 103 em relação ao ano anterior, que era de R$ 1.521.
Embora o reajuste seja automático para quem recebe o piso nacional, falhas operacionais e falta de atenção a detalhes contratuais podem impedir que o trabalhador receba o valor correto.
Erros no eSocial, cálculos equivocados de adicionais e desconhecimento das datas de pagamento são os principais vilões. Nessa matéria, apontamos 5 erros que podem deixar os CLTs sem reajustes.
O erro mais comum ocorre no eSocial Doméstico, onde o empregador deve atualizar manualmente o salário ou utilizar o assistente virtual para aplicar o novo piso.
Outra falha acontece quando algumas empresas podem deixar de revisar benefícios e adicionais que também dependem do salário mínimo. Isso pode afetar férias, 13º e outras bases de cálculo.
Além disso, a desinformação sobre os benefícios vinculados pode prejudicar e muito o trabalhador. Programas sociais e benefícios muitas vezes usam salário mínimo como base.
O quarto erro pode ocorrer em regiões em que exista o salário mínimo regional. Alguns estados, como o Rio de Janeiro, não atualizam os valores desde o ano de 2019.
Dessa forma, algumas categorias têm pisos regionais/específicos que podem ser menores que o mínimo nacional e precisam ser atualizados separadamente para os CLTs receber o maior valor.
Para finalizar, muitos trabalhadores esquecem que o aumento de janeiro só cai na conta em fevereiro, gerando confusões desnecessárias sobre o contracheque.
Como funciona o cálculo para definir o salário mínimo?
A definição aconteceu após a divulgação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O cálculo que define o valor do mínimo segue algumas regras que acabaram sendo definidas em 2023 e considera 2 indicadores.
O INPC de 12 meses acumulado até novembro do ano anterior e o crescimento do PIB de 2 anos anteriores. Mas, para evitar que as despesas atreladas ao mínimo cresçam acima do limite do orçamento, existe um teto: o reajuste total pode ser, no máximo, 2,5 pontos percentuais acima da inflação.
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