Fiasco? 5 novelas que a Globo se arrependeu amargamente de fazer
Bastidores caóticos, rejeição e brigas de elenco: Relembre 5 novelas dos anos 90 que se tornaram verdadeiros pesadelos na TV Globo.
A década de ouro da teledramaturgia também esconde fiascos históricos, brigas nos bastidores e uma rejeição implacável do público
A Globo viveu o ápice de sua hegemonia televisiva nos anos 90, mas, ao mesmo tempo que essa década foi uma das mais douradas da teledramaturgia, ela também foi palco de fracassos retumbantes e crises internas.
E, quando tramas ambiciosas desandavam nos bastidores, enfrentavam rejeição do público ou sofriam com erros estratégicos de grade, o sonho do sucesso transformava-se em pesadelo corporativo.
Abaixo, com base em informações do canal TV História, do YouTube, relembramos ao menos cinco novelas que marcaram a história da emissora pelos imbróglios e arrependimentos profundos da emissora do Plim-Plim.
1. Gente Fina (1990):
Escrita por Luiz Carlos Fusco e estrelada por Hugo Carvana e Nívea Maria, a trama das seis demonstrou estagnação logo na estreia.
Como o enredo não saía do lugar, a emissora convocou o experiente Walter George Durst para tentar salvar o produto.
Até mesmo um gancho de assassinato foi criado às pressas, mas o esforço foi em vão…
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Sendo assim, os 137 capítulos de Gente Fina passaram despercebidos pelo público.
2. Mico Preto (1990):
Assinada por Marcílio Moraes, Leonor Bassères e Euclides Marinho, a novela das sete recebeu a ingrata missão de substituir o fenômeno Top Model e falhou.
O elenco reunia pesos-pesados como Glória Pires, Luiz Gustavo, Miguel Falabella e José Wilker, nomes tão relevantes que o público nem sequer imaginava que o caos reinava nos bastidores.
Os autores admitiram que escreviam sem unidade e Falabella declarou que os atores criavam cenas fora dos roteiros.
Para piorar, a mocinha vivida por Louise Cardoso foi rejeitada por ser excessivamente dócil.
A polêmica abertura com um mico-leão-dourado gerou mais repercussão que a própria história.
3. O Dono do Mundo (1991):
Embora a expectativa em torno da nova novela de Gilberto Braga, após “Vale Tudo”, fosse gigantesca, a premissa falhou com o público.
Logo de início, a protagonista Márcia (Malu Mader) foi rejeitada ao se entregar ao vilão Felipe Barreto (Antônio Fagundes) em plena noite de núpcias, traindo o noivo.
A audiência despencou de 48 para 35 pontos.
Nesse meio tempo, o SBT aproveitou o vacilo com a reprise da novela mexicana Carrossel, que virou febre e roubou público da líder.
Embora alterações drásticas tenham recuperado parte dos índices, a equipe reconheceu que o erro inicial selou o destino da produção.
4. Salomé (1991):
Após o êxito de “Barriga de Aluguel”, a faixa das seis sofreu um balde de água fria com a história de Sérgio Marques.
A produção passou em branco, lembrada apenas pela imensa polêmica em torno da censura na cena da “dança dos véus” da protagonista, vivida por Patrícia Pillar.
O público esperava alta carga de sensualidade pelas chamadas, mas a edição escura e cortada gerou frustração. Nunca reprisada na TV aberta, Salomé acabou soterrada nos arquivos.
5. Quais problemas rolaram na novela Pátria Minha?
Gilberto Braga voltou a tropeçar na faixa nobre ao apostar em debates políticos densos em vez do melodrama tradicional.
A novela registrou índices inferiores aos das tramas das seis e das sete da época.
O golpe de misericórdia veio nos bastidores, quando Vera Fischer e Felipe Camargo envolveram-se em desentendimentos públicos e acabaram afastados da trama.
Em entrevistas posteriores, Braga confessou que escrever o final foi uma “penitência”.
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