Salário mínimo ficou abaixo do esperado por Simone Tebet

O salário mínimo de 2026 está fixado em R$ 1.621, com reajuste de 6,79% em comparação ao piso de 2025 (R$ 1.518). Apesar da alta de R$ 103, o valor final ficou abaixo da projeção anunciada pela ministra do Planejamento, Simone Tebet, que estimava R$ 1.630 para este ano.

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Durante a apresentação da proposta orçamentária, em julho de 2025, Simone Tebet afirmou que a previsão representaria o maior ganho do salário mínimo em cerca de 50 anos.

Ainda assim, o número foi revisto ao longo das discussões técnicas e fiscais e acabou reduzido. Na ocasião, a ministra também reforçou o forte impacto fiscal do piso salarial.

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De acordo com Simone Tebet, cada R$ 1 de aumento no salário mínimo gera cerca de R$ 420 milhões em despesas públicas, já que diversos benefícios são atrelados a ele.

Alguns benefícios atrelados ao piso, por exemplo, são aposentadorias, pensões, abono salarial, seguro-desemprego e mais.

Por que o valor do salário mínimo ficou menor?

A redução em relação à previsão inicial está ligada principalmente ao comportamento da inflação, que é um dos pilares do cálculo do reajuste.

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De acordo com informações do governo federal, a fórmula considera dois fatores:

  • Inflação acumulada em 12 meses até novembro, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC)
  • Crescimento real do PIB de dois anos antes. Para o reajuste de 2026, vale o PIB de 2024

Como o governo chegou aos R$ 1.621?

A inflação acumulada resultou em 4,18% e o PIB 3,4%, de acordo com informações do IBGE. Com esses valores, o piso poderia chegar a R$ 1.636, segundo informações do portal G1.

Porém, em dezembro de 2024, o governo aprovou uma lei que limitou o ganho real a 2,5%, conforme o teto do novo arcabouço fiscal.

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Ou seja, com o limite aplicado, o cálculo final soma a inflação de 4,18% ao aumento real máximo de 2,5%, resultando o valor final de R$ 1.621.

Referência para 59,9 milhões de brasileiros

O salário mínimo é fundamental na renda e na dinâmica econômica do país. De acordo com o Dieese, o valor do piso nacional serve de referência direta para cerca de 59,9 milhões de brasileiros.

Esse grupo inclui trabalhadores com carteira assinada, aposentados, beneficiários de programas sociais e mais.

Além do impacto direto sobre a renda, o salário mínimo movimenta a economia como um todo e elevando o poder de compra.

No entanto, apesar dos aumentos, o valor segue distante do necessário para cobrir as despesas básicas.

De acordo com cálculos do DIEESE, o salário mínimo necessário para suprir gastos essenciais deveria alcançar R$ 7.067,18 em novembro de 2025.