7,5% ao INSS: Qual será o valor do novo salário mínimo com desconto em 2026?

Trabalhador com carteira assinada que recebe um salário mínimo passa a receber R$ 1.499,42 líquidos após descontos do INSS

06/01/2026 às 11:00 · Tempo de leitura: 5 minutos

Trabalhador segurando notas de cem reais e Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) (Foto: Montagem TV Foco / GMN / Globo)

Trabalhador que recebe um salário mínimo passa a receber R$ 1.499,42 líquidos após descontos do INSS

Em 1º de janeiro em 2026, o valor do salário mínimo aumentou em R$ 1.621 para trabalhadores com carteira assinada (CLT) em todo o Brasil. Porém, apesar do reajuste, o valor bruto não é o que cai integralmente na conta, já que a legislação prevê descontos obrigatórios, como as contribuições ao INSS.

Desse modo, muitos trabalhadores querem saber: quando sobra do salário mínimo após o desconto do INSS em 2026?

Quem recebe um salário mínimo tem apenas um desconto obrigatório em folha: a contribuição ao INSS.

De acordo com informações do portal Valor Econômico, a alíquota do INSS é de 7,5% e a base do cálculo é o valor bruto do salário mínimo.

Desse modo, com a aplicação da alíquota de 7,5% do INSS, o cálculo fica da seguinte forma:

  • Salário bruto: R$ 1.621
  • Desconto do INSS (7,5%): R$ 121,58
  • Folha de pagamento: R$ 1.621 – R$ 121,58 = R$ 1.499,42

Ou seja, o trabalhador que recebe um salário mínimo passa a receber R$ 1.499,42 líquidos, antes de eventuais descontos opcionais.

Essa contribuição garante acesso a benefícios previdenciários como aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte.

FGTS é descontado do salário?

O salário não possuí o desconto do FGTS. Na verdade, o empregador deposita mensalmente 8% do salário bruto em uma conta vinculada ao funcionário.

O trabalhador pode sacar o valor em situações específicas, como demissão sem justa causa, compra de casa própria ou aposentadoria.

Quem recebe o salário mínimo paga o Imposto de Renda?

Em 2026, trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil estão isentos do Imposto de Renda. Desse modo, quem recebe o piso nacional não sofre nenhum desconto de IR no contracheque.

Quais outros descontos podem aparecer na folha?

No entanto, podem existir descontos não obrigatórios na folha de pagamento, que variam conforme o contrato e os benefícios oferecidos pela empresa:

  • Vale-transporte: Desconto de até 6% do salário-base e aplicado apenas se o trabalhador optar pelo benefício
  • Vale-alimentação: Quando não há coparticipação, o desconto pode chegar a 20%, mas o percentual deve ser estabelecido em acordo com a empresa
  • Pensão alimentícia: Pode chegar até 30% dos rendimentos e o valor é fixado por decisão judicial

O piso nacional afeta quais áreas?

Por fim, além dos trabalhadores com carteira assinada (CLT), o piso nacional também afeta outras áreas, como:

  • Abono salarial PIS/Pasep
  • Benefícios do INSS, como aposentadoria e auxílios
  • Benefício de Prestação Continuada (BPC)
  • Seguro-desemprego
  • Correiros de renda para inscrições no Cadastro Único
  • Contribuições mensais dos Microeemprededores (MEIs)

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