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Bones, quem diria, também atinge direto nossa forma de ser. Você será um cardiologista, ótimo; salvará muitas vidas, excelente; quando retornar do trabalho saberá o quanto estão agradecidos seus pacientes e dezenas de familiares. Imagine aos 40, 50 anos, serão milhares de pessoas lhe considerando um santo, um herói. Nada melhor.

Vamos à ferida? Você acha que não existe algo ruim aí? Poxa, salvou milhares, nada pode derrubar sua convicção, nada pode abalar sua certeza de ter feito o melhor. Bones, repito, quem diria, revela este lado negativo da responsabilidade. Quando você é importante para a sociedade, deixará você em alguma gaveta, chaveada, junto às cartas de amor nunca escritas no velho caderno.

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O que fazer? Abrir mão de sua vida para servir o país, salvando dezenas de pessoas na guerra, ou assumir os únicos anos comprovadamente seus, pois talvez não existam outros mundos e outros retornos? É esta decisão o ponto de partida de um dos episódios  de Bones. O próprio filho pede a ida do pai para a guerra, ajudar as pessoas, salvá-las, dar de si para outros terem recuperadas suas dignidades. E você, faria o que?

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