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Muitos leitores perguntam sobre a baixa audiência de um programa bem produzido como o SNL. Por que apenas 1 ponto? A imagem de Rafinha tem culpa nisso? Dê uma olhada em toda a grade da rede e verá todos beirando esta pontuação. Somente quem vê a emissora é conhecedor das novidades, as pessoas sequer passam por ali durante a procura por algo; desistiram, esqueceram. O único programa acima dos 10 pontos era o Pânico, isso depois de muitos anos com baixa audiência. E se compararmos com as outras redes? SBT e Record, depois de altos investimentos, atingindo boa parte do Brasil, com grande história em tv, tendo em seu cast nomes como Sílvio Santos e Gugu, indo às Olimpíadas, investindo em jornalísticos como Cabrini, comprando direitos da Universal e Warner, e onde está a pontuação deles? Míseros 6 pontos.

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O leitor tem visto a baixíssima audiência destas emissoras. Mesmo com grandes produções em novelas e minisséries, Band, SBT, Record, parecem pedir esmola quando comparamos seus esforços e o retorno do público. Afinal, este ano tivemos Rei Davi, a novela Máscaras tem qualidade, no caso da Band, bons jornalísticos, grandes e qualificadas estréias, e assim por diante. O que eles conseguiram? 2 pontos. A Cultura, com pouquíssimo investimento, consegue média de 1 ponto repetindo desenhos durante todo o dia, a Band tem apenas 2 após se esforçar na linha de jornalismo!

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Lá em cima vemos o mundo global, “chorando” quando sua novela atinge apenas 32 pontos. Avenida Brasil chega perto dos 50. Devemos considerar que esta rede ainda tem o domínio da tv paga, onde vemos Viva como grande exemplo de crescimento. Com tudo isso, leitor, não é o SNL que está em crise, o programa tem sido criativo e tem apresentado humor para todo tipo de público. A crise está em todas as redes sem selo Globo. É na poderosa que se destinam polpudas verbas de propagandas, propiciando maior rentabilidade para as empresas voltadas ao marketing; com esta entrada, a rede consegue construir uma grade estável, onde um programa joga excelente audiência para o próximo, e onde, logicamente, os melhores nomes da tv se esforçarão ao máximo para permanecer. Estando nesse patamar, os anunciantes investirão no enorme retorno dos altos 48 pontos, pagando o que for pedido.

Na época em que somente o SBT era concorrente, o pedaço de bolo do mercado era maior para a emissora concorrente, com isso havia mais verba para investimento, mais fôlego para novas experiências. Depois a Record cresceu, abocanhou parte deste público sbtista e, além dela, as tvs pagas entraram no mundo das classes C e D. A Globo ficou lá, com seus grandes e polpudos patrocinadores, na sua enorme parcela de telespectadores; o restante, como podemos ver, tiveram que se acostumar com os 6 pontos quando muito, e outras com 1 ou 2 pontos mesmo se entrevistassem Deus.

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Lembrem do Frota em entrevista à Gaby, dizendo dar mais visibilidade para o artista trabalhar no Telecurso 2000 do que ser protagonista de novela em horário nobre das outras redes. Se o artista pensa desta forma, imagine o que passa pela cabeça de quem investirá milhões em meio minuto de tv.

Convém lembrar, também, do que acontece quando uma rede segundona descobre grande talento, logo ele recebe convite para participar da grade da rede Globo, seja em canal aberto ou em programa próprio na tv paga do mundo global. Com isso, artistas como Chacrinha, Luciano Huck, Serginho Groismann e tantos outros, todos com alta audiência em outras redes, migraram logo para a platinada.

Vamos adiante, há outras razões para toda esta migração, a Globo dificulta ao máximo a ida de seus artistas em programas das outras redes, afinal ela sabe do poder da imagem destes. Com isso, pessoas como Jô Soares optam por sair do SBT para ter condições de aumentar suas possibilidades de entrevistas. E assim, com o passar dos anos, leitor, caem as redes, permanece a Globo, e como vimos, o controle está nas suas mãos.

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