Falência decretada e demissão em massa: A empresa que exigiu seu próprio fim após enfrentar crise
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Empresa tradicional pediu pela sua falência após não suportar cenário adverso e a crise (Foto Reprodução/Montagem/Tv Foco)
Empresa tradicional brasileira teve falência inevitável e acabou prejudicando milhares de funcionários
E a onda implacável da crise financeira engoliu, com força, diversas empresas e companhias em todo o território nacional. Inclusive ficamos até em choque em ver que, entre elas, existem empresas gigantes que marcaram a história do país.
Entre tantas, temos uma empresa com 42 anos de existência e que contava com2,5 mil funcionários.
Infelizmente, após uma crise ferrenha, ela pediu pelo seu fim através de um pedido de autofalência e fechou as suas portas. O negócio atuava nos mercados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, no setor de vigilância e facilites.
Fechamento inevitável …
Estamos falando do Grupo Mobra, que apesar de tantos anos e confiança no mercado, em maio de 2023, por meio de um comunicado enviado a todos os seus funcionários parceiros, informou os motivos que resultou em sua derrocada
Segundo o portal Edital Concursos, o comunicado deixou bem destacado que uma das principais razões para esse triste desfecho foi a concorrência desleal, com preços muito abaixo do mercado.
Grupo Mobra, após 40 anos no mercado, fecha as portas e demite funcionários (Foto Reprodução/Internet)
Isso sem falar dos impactos que a pandemia trouxe, o que os levou a um endividamento insustentável.
Segundo o que foi dito pelo próprio sócio administrador, Antônio Carlos Coelho, eles fizeram o que foi “humanamente possível” para garantir a permanência da empresa no mercado.
Fora isso, os preços incompatíveis da concorrência foram determinantes e inviabilizaram ainda mais a operação de tentar “sobreviver”.
Funcionários em apuros
Toda essa situação se desencadeou após a empresa não conseguir mais arcar com todas as despesas. O pedido de falência foi protocolado no dia 21 de maio de 2023.
Pela primeira vez em quatro décadas, o grupo começou a atrasar o pagamento dos salários dos funcionários em janeiro de 2023. Toda essa situação insustentável levou a consequências ainda mais difíceis como à rescisão de contratos por parte de alguns clientes.
Pra se ter ideia, segundo o portal GZH, a dívida chegava a 15 milhões de reais fora essa questão dos salários atrasados.
Além disso, houve também a proibição da participação em processos licitatórios. Há poucos dias, o grupo quitou parte de suas dívidas trabalhistas.
A Mobra já estava atravessando um cenário de salários atrasados entre outros problemas causados pela concorrência (Foto Reprodução/Internet)
Auto falência
Com o processo de auto-falência, a Mobra pretendia liquidar as demais dívidas que estavam em aberto e todo o processo estava sendo conduzido pelo escritório MSC Advogados.
Ainda segundo Antônio Carlos Coelho, em mais de quatro décadas, a empresa nunca havia atrasado o salário. Ele ainda reafirmou que fizeram de tudo para manter as atividades, principalmente os funcionários, mas infelizmente não conseguiram prosseguir.
Mas quando a falência da Mobra foi finalmente decretada?
De acordo com o SindiVigilantes, no dia 19 de junho de 2023, a juíza Giovana Farenzena, da Vara Regional Empresarial de Porto Alegre, decretou a falência da Mobra Serviços de Vigilância Ltda, atendendo enfim o pedido de autofalência dos próprios donos, protocolado no mês de maio.
a juíza Giovana Farenzena, da Vara Regional Empresarial de Porto Alegre, decretou a falência da Mobra Serviços de Vigilância Ltda (Foto Reprodução/Internet)No decreto de falência, a juíza ressalta que a grave situação financeira da empresa era irreversível:
“A requerente (Mobra) refere não possuir ativos financeiros em montante suficiente para lastrear suas provisões técnicas, não sendo possível a reversão da sua grave situação patrimonial e financeira, eis que o passivo circulante atual alcança o montante de R$ 15.082.804,06 (quinze milhões, oitenta e dois mil e oitocentos e quatro reais e seis centavos)”
Ela nomeou como administradora judicial da massa falida uma empresa de São Paulo, a TLG Administradora Judicial Ltda.
Também fixou o prazo de 15 dias para que os credores da empresa se apresentem, ao mesmo tempo em que ordenou “a suspensão das ações e execuções em tramitação contra a falida…”.
A juíza informou ainda que realizou o bloqueio das contas bancárias existentes em nome da SV e Mobra, bem como ordenou a indisponibilidade dos seus imóveis, que irão a leilão em data a ser marcada e seus créditos serão, possivelmente, destinados aos credores (o que inclui os seus trabalhadores (as), prioritariamente).
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