Tudo sobre a falência de 3 montadoras aclamadas após anos no Brasil
Quando o assunto se trata das montadoras dos amados carros no Brasil, é fato falar que o assunto sempre acaba causando muita repercussão, quando se trata de falência então…
Pois bem, dito isso, nesta terça-feira (4), o TVFOCO relembra tudo sobre o adeus de carros populares e fábricas fechadas, com a falência de 3 montadoras aclamadas após anos no Brasil.
Vamos iniciar falando sobre a Gurgel Motores, que foi uma fabricante de automóveis brasileira considerada à frente do seu tempo. Isso porque, segundo o portal UOL, a fabricante com ideias arrojadas, vendeu 40 mil carros de 20 modelos diferentes e produziu diversos protótipos que não saíram do papel ao longo de sua trajetória, entre 1969 e 1996.
O carro desenhado pela fabricante previa a implementação de paredes translúcidas entre o motorista e os passageiros, além de uma porta traseira específica para a entrada dos clientes à época, o padrão eram carros apenas com duas portas dianteiras.

Embora a proposta do veículo ter sido patenteada em 1989, ela não foi adiante. Algumas carrocerias de teste chegaram a ser produzidas, mas o sonho não se concretizou na produção do modelo.
Contudo, conforme dados do UOL, o processo de falência da Gurgel começou nos anos 1990, a partir do lobby de grandes montadoras junto ao governo brasileiro pela isenção de impostos para carros de até 1.0.Com isso, a empresa nacional ganhou a concorrência das estrangeiras no segmento.

Além disso, a pressão das fabricantes sobre fornecedores contra o compartilhamento de peças com a Gurgel e atrasos do BNDES para repassar recursos aprovados para a construção de uma nova fábrica também contribuíram para a derrocada da empresa.
Durante entrevista à Folha de S.Paulo, em 2001, Fernando do Amaral Gurgel, filho do empresário João Augusto Gurgel, também culpou os governos do Ceará e de São Paulo pela queda da empresa.
Isso porque, ele alegou que houve “traição” por parte dos ex-governadores Ciro Gomes (PDT, na época PSDB), do Ceará, e Luiz Antônio Fleury Filho, de São Paulo, falecido no ano passado.
Segundo Ciro, ouvido na mesma época, os acordos com a Gurgel foram rompidos por dívidas não quitadas com bancos que sobraram para os governos.
Segundo a Wikipedia, em meio à declaração de falida pelo governo, a empresa conseguiu recorrer da decisão de decretação de falência e ficou ativa até setembro de 1996.
Após diversas tentativas de venda do terreno da fábrica e seus veículos abandonados, ela só foi leiloada em 2007, por quase R$16 milhões.
O dinheiro serviu como pagamento de dívidas trabalhistas, que chegou a quase R$20 milhões. A Gurgel deixou um lastro de R$280 milhões em dívidas.
Em segundo lugar, vamos falar sobre a Puma Automóveis Ltda. De acordo com informações da Wikipédia, a Puma teve seu início nas pistas e de um sonho do projetista e imigrante italiano, naturalizado no Brasil, Rino Malzoni, de projetar e fabricar um veículo com uma carroceria de fibra de vidro e montar essa carroceria sobre a plataforma de um veículo de passeio com um motor e suspensão modificados para ter um melhor desempenho e agregar um acabamento compatível com um carro de proposta esportiva.
Em 1986 a Puma foi à falência e a massa falida foi adquirida pela Araucária Veículos, da Cidade Industrial de Curitiba. Em 1988, após produzir 190 unidades, a Araucária faliu, e em 1989 sua estrutura passou para a Alfa Metais Veículos, do empresário Nívio de Lima, também da Cidade Industrial.
E por fim, mas não menos importante, também podemos citar a Dacon. A Dacon (Distribuidora de Automóveis, Caminhões e Ônibus Nacionais) foi uma fabricante brasileira de automóveis, fundada por Paulo de Aguiar Goulart em 1964, na cidade de São Paulo. Foi extinta em 1996.
A retirada de linha de alguns modelos pela Volkswagen, além dos preços bastantes elevados, fez com que a empresa encerrasse as atividades em 1996. Nos dias de hoje, é quase impossível ver algum veículo que foi feito pela dacom. Poucos sobreviveram ao longo dos anos.
O que acontece depois da falência de uma empresa?
Bom, após decretar a falência, os bens da empresa, assim como do empresário, podem ser reunidos e liquidados.
Ou seja, serão usados para pagar tudo que deve. Além disso, os proprietários e sócios da empresa não podem exercer qualquer atividade empresarial até o fim do processo judicial de falência.
