Um dos mais famosos do Brasil teve fim oficializado com calote de R$20 bilhões e prisão confirmada pela Band

Um banco dos mais tradicionais do Brasil teve um triste fim anunciado após virar um queridinho no boca a boca dos brasileiros por um simples motivos: idolatria.

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Mas o público não idolatrava o banco em si, eles idolatravam quem o representava: Ayrton Senna, um dos, se não o maior, piloto brasileiro da história da Fórmula 1, que morreu no trágico acidente em 1994 tirando precocemente a vida do piloto.

Ayrton Senna era o garoto propaganda do Banco Nacional, o boné azul com o símbolo vermelho virou marca entre os brasileiros e aonde você passa, se tem esse boné, é relacionado ao banco.

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Segundo informações da Band, Banco Nacional nasce como Banco Nacional de Minas Gerais, fundado em 1944 por José de Magalhães Pinto e seu irmão Valdomiro de Magalhães Pinto. José foi um importante político mineiro, sendo inclusive governador de Minas – o estádio do Mineirão leva seu nome. Economista, Magalhães Pinto e o irmão levaram o banco ao sucesso. 

Em 1958, o Banco Nacional de Minas Gerais incorpora o Banco Sotto Maior. Em 1970, um passo para o “gigantismo”: a instituição mineira adquire e incorpora o Banco da Grande São Paulo, antigo Banco F. Munhoz, famoso pelos cofrinhos.

Com a aquisição, o banco de Minas de fato se torna nacional: a instituição chega a 400 agências e mais de 40 mil funcionários. Em 1972, a mudança no nome chega, retirando a identidade de Minas e se tornado o famoso Banco Nacional. 

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COMO ACABOU O BANCO NACIONAL?

Após essa era de ouro da instituição, o final dos anos 1980 e início dos anos 1990 foram complicados para o Nacional. Segundo BC, foi adotada uma “contabilidade fictícia” para tentar maquiar os problemas.

Já em 1995, o BC teve que intervir no Nacional. Os gestores foram afastados e em uma auditoria o BC identificou a existência de 652 contas fictícias com saldo cinco vezes maior que o valor do patrimônio líquido.

Em 1996, o Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional ajudou o BC no processo de falência da instituição. Ele foi dividido em dois, sendo pedaços bom e ruim – o pedaço bom (good bank) foi vendido para o Unibanco na época.

Segundo o sindicato dos bancários do Rio de Janeiro, o Nacional tinha um saldo devedor de R$ 20,659 bilhões do dinheiro público que recebeu do Proer. O chamado pedaço ruim seguiu com a família Magalhães Pinto.

No ano seguinte, o Ministério Público Federal acusou 33 pessoas por fraude na administração, incluindo o controlador Marcos Magalhães Pinto. Ele foi condenado a 28 anos de prisão. Em 2011, a pena foi extinta.