40 mil carros pelos ares: A falência devastadora de montadora amada no Brasil após ser aniquilada pela Fiat
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Montadora / Logo da Fiat / Falência - Montagem: TVFOCO
Tudo sobre a amada montadora de carros que acabou tendo uma falência devastadora após ser aniquilada pela Fiat
Simplesmente, uma montadora muito amada de carros acabou extinta no Brasil após 40 mil vendas e falência depois de quase 3 décadas nas ruas.
Portanto, estamos falando da Gurgel Motores, que foi uma fabricante de automóveis brasileira considerada à frente do seu tempo. Isso porque, segundo o portal UOL, a fabricante com ideias arrojadas, vendeu 40 mil carros de 20 modelos diferentes e produziu diversos protótipos que não saíram do papel ao longo de sua trajetória, entre 1969 e 1996.
Assim como, um projeto de veículo com distanciamento social, pensado para taxistas e empresas de transporte de passageiros.
O carro desenhado pela fabricante previa a implementação de paredes translúcidas entre o motorista e os passageiros, além de uma porta traseira específica para a entrada dos clientes à época, o padrão eram carros apenas com duas portas dianteiras.
Embora a proposta do veículo ter sido patenteada em 1989, ela não foi adiante. Algumas carrocerias de teste chegaram a ser produzidas, mas o sonho não se concretizou na produção do modelo.
Em seguida, uma enxurrada de multinacionais com veículos mais baratos veio para o Brasil. Com isso, o Fiat Uno se tornou o carro popular mais vendido no país, deixando para traz os modelos da Gurgel, pois oferecia mais espaço e desempenho aos compradores que buscavam um automóvel popular.
Contudo, conforme dados do UOL, o processo de falência da Gurgel começou nos anos 1990, a partir do lobby de grandes montadoras junto ao governo brasileiro pela isenção de impostos para carros de até 1.0.
Com isso, a empresa nacional ganhou a concorrência das estrangeiras no segmento.
Além disso, a pressão das fabricantes sobre fornecedores contra o compartilhamento de peças com a Gurgel e atrasos do BNDES para repassar recursos aprovados para a construção de uma nova fábrica também contribuíram para a derrocada da empresa.
Durante entrevista à Folha de S.Paulo, em 2001, Fernando do Amaral Gurgel, filho do empresário João Augusto Gurgel, também culpou os governos do Ceará e de São Paulo pela queda da empresa.
Isso porque, ele alegou que houve “traição” por parte dos ex-governadores Ciro Gomes (PDT, na época PSDB), do Ceará, e Luiz Antônio Fleury Filho, de São Paulo, falecido no ano passado.
Segundo Ciro, ouvido na mesma época, os acordos com a Gurgel foram rompidos por dívidas não quitadas com bancos que sobraram para os governos.
Segundo a Wikipedia, em meio à declaração de falida pelo governo, a empresa conseguiu recorrer da decisão de decretação de falência e ficou ativa até setembro de 1996.
Após diversas tentativas de venda do terreno da fábrica e seus veículos abandonados, ela só foi leiloada em 2007, por quase R$16 milhões.
O dinheiro serviu como pagamento de dívidas trabalhistas, que chegou a quase R$20 milhões. A Gurgel deixou um lastro de R$280 milhões em dívidas.
Qual é a maior montadora de carros do Brasil?
De acordo com Center Car, a Volkswagen é a líder disparada em termos de unidades vendidas e liderança de mercado por ano. Isso porque sua presença no mercado brasileiro data de 1959 e se estende até hoje.
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