Funcionários na rua e adeus após 87 anos: A falência devastadora de rival n°1 das Casas Bahia
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Falência / Logo Casas Bahia - Montagem: TVFOCO
Funcionários perdem empregos e história de 87 anos chega ao fim com a falência devastadora do maior rival das Casas Bahia
Após 87 anos de história e uma trajetória marcada por décadas de crescimento e expansão, o que era considerado o maior rival das Casas Bahia enfrentou a falência.
A falência de uma das gigantes do varejo brasileiro não apenas colocou funcionários na rua, mas também encerrou um capítulo importante do setor, impactando tanto os trabalhadores quanto consumidores.
O TV Foco, a partir do seu time de especialistas e das informações do Exame, detalha agora os motivos que levaram a falência da Mesbla.
Mesbla
- A Mesbla foi fundada em 1912 no Rio de Janeiro como filial da francesa Mestre & Blatgé.
- Inicialmente, a empresa comercializava máquinas e equipamentos importados.
- Em 1924, a filial tornou-se independente sob a liderança de Louis La Saigne.
- A empresa passou a se chamar Sociedade Anônima Brasileira Estabelecimentos Mestre et Blatgé.
- Por fim, a independência marcou o início da consolidação da Mesbla no mercado brasileiro.
Na década de 1950, a Mesbla expandiu suas operações, inaugurando em 1952 sua primeira loja de departamentos na Rua do Passeio, no centro do Rio de Janeiro.
Durante as décadas de 1960 e 1970, a empresa diversificou suas atividades, consolidando-se como uma das maiores do país. Nos anos 1980, a rede contava com 180 lojas e empregava cerca de 28 mil funcionários.
Inicio da crise
A partir dos anos 1990, a Mesbla enfrentou desafios significativos. A popularização dos shopping centers e o surgimento de lojas especializadas aumentaram a concorrência.
Além disso, a hiperinflação e a entrada de novos concorrentes agravaram a situação financeira da empresa, que acumulou dívidas superiores a um bilhão de reais.
Em 1997, o empresário Ricardo Mansur adquiriu 51% das ações da Mesbla por 600 milhões de reais, assumindo também uma dívida fiscal de 350 milhões de reais. Mansur, que já havia comprado as lojas Mappin, planejava fundir as duas empresas para torná-las lucrativas.
No entanto, a falta de recursos e os atrasos nos pagamentos a fornecedores persistiram, levando a uma série de pedidos de falência e ameaças de despejo.
Falência
Em setembro de 1999, sob a gestão de Mansur, a Mesbla decretou falência. Os estoques foram liquidados com descontos, mas a estratégia de capitalizar a empresa mostrou-se ineficaz.
Analistas apontaram que a Mesbla carecia de foco, tentou atrair consumidores de classes mais baixas e negligenciou o atendimento ao cliente.
Após a falência, a Mesbla voltou ao mercado?
Após 23 anos de inatividade, a Mesbla retornou ao mercado em 2022, mas exclusivamente no formato digital.
Os irmãos Marcel e Ricardo Viana, filhos de ex-funcionários da varejista, adquiriram os direitos da marca e investiram R$ 500 mil para relançá-la como um marketplace online.
CONCLUSÃO
Por fim, a trajetória da Mesbla evidencia os desafios enfrentados por grandes redes de varejo diante de mudanças no mercado e na economia.
Contudo, sua ascensão e queda servem como um estudo de caso sobre a importância da adaptação e inovação no setor varejista.
Veja também matéria especial sobre: Venda ao Ponto Frio e falência decretada: 2 viradas para o fim de varejista nº1 no Brasil e choro de clientes.
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