A falta de conhecimento sobre personalidades da TV

07/02/2015 às 09:15 · Tempo de leitura: 2 minutos

Estratégia de Marketing (Foto: Divulgação)

“Dizem que ela pode ser a Ellen De Generis brasileira.”

A Record quer dar um programa de entrevistas para Xuxa. Dizem que ela pode ser a Ellen De Generis brasileira. Uai, Ellen é humorista, homossexual assumida e masculinizada em sua vestimenta. Nada a ver com nada que Xuxa possa fazer. Na cabecinha do pessoal da Record, todavia, essa comparação é válida.

Jamais, em tempo algum, ninguém ficou no lugar de ninguém. Na Globo, Flávia Alessandra teve a ousadia de dizer que tem um lado Hebe dentro dela. Ela até pode ter outros lados, mas não o de Hebe, e dizer isso é uma ignorância de cultura sobre TV inacreditável. Cada um deveria entender que, na televisão, sempre vingou a personalidade verdadeira da pessoa, seja homem ou mulher. Ninguém obteve sucesso sendo outra pessoa.

“Ninguém obteve sucesso sendo outra pessoa.”

Silvio Santos, Flávio Cavalcanti, Chacrinha, Hebe, Ratinho, Cabrini, Meirelles, Rezende, Raul e Jô: todos são, ou foram, apresentadores diferenciados e que têm, ou tinham, modo próprio de comandar suas atrações.

Texto: James Akel

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