A guerra de melodramas
“não existe nada mais antigo do que cowboy que dá 100 tiros de uma vez”
Ao assistir “Pecado Mortal” torna-se perceptível o avanço na dramaturgia da Record. É importante salientar que mesmo com baixos índices desde “Máscaras”, a emissora vem mantendo a faixa de novelas e minisséries.
Na estreia de Lombardi na emissora, impressiona a fotografia com qualidade igual a de “José do Egito”. O ritmo é acelerado, ao que tudo indica não haverá espaço para o marasmo. Pode-se fazer ressalva ao estilo de dramaturgia, investir em tramas de bang bang pode até ser um recurso, mas não deve ser usado a exaustão. Numa trama das 10:30, não caberia também tramas muito leves.
É aconselhável investir no novo, apesar de “José do Egito”, épico, seguiu em alta, investir 24 milhões em uma história já conhecida do público não parece sensato. Talvez já atentem para isso pois confirmaram a produção de séries diversificadas. No mais, Lombardi e Record mostraram que tem fôlego para se reestruturar e voltar a guerra de melodramas.
Texto enviado pelo internauta: Júlio Rodolfo Gomes
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