"Pessoas que têm interesses editam ou estilizam", diz diretor sobre pesquisa histórica para nova novela das onze
Joaquina (Andreia Horta) (Foto: Globo/João Cotta)
Para reconstruir o Brasil de 1792 e 1808, anos em que se desenrola a trama de ‘Liberdade, Liberdade’, as equipes de cenografia, produção de arte, caracterização e figurino da próxima novela das onze tiveram de embarcar em uma viagem por meio de livros, pinturas e filmes rumo aos tempos da colônia.
A trama se passa em uma época na qual a sociedade vivia sem saneamento básico, com esgoto a céu aberto, hábitos higiênicos precários, pouco acesso às riquezas naturais da terra e pagamento de impostos exorbitantes. Um período no qual os negros eram tratados como propriedade e os brancos buscavam status, tentando se igualar aos europeus, adotando seus valores e hábitos.
“Ninguém sabe exatamente como era a vida privada no século XVIII no Brasil. Existem textos, algumas ilustrações, mas a história é contada por pessoas que normalmente têm interesses, que a editam ou estilizam. Portanto, nos baseamos na história, mas também damos a nossa opinião sobre ela, figuramos como essas pessoas viviam”, explica o diretor artístico Vinícius Coimbra. A partir dessa pesquisa sobre o universo do Brasil Colônia, as equipes se reuniram para costurar os elementos que, juntos, dão cor e forma à novela em um trabalho minucioso, detalhado e repleto de recursos modernos.
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