Risco de morte e substâcia tóxica: A interdição às pressas da ANVISA contra cerveja

Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.

10/02/2024 às 21:15 · Tempo de leitura: 3 minutos

Anvisa interditou marca de cerveja famosa após risco de morte (Foto: Montagem TV Foco)

Anvisa interditou marca de cerveja famosa após risco de morte

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou em 2020 a interdição cautelar de todas as marcas de cerveja produzidas por uma famosa marca de cervejas.

As bebidas em questão estavam com data de validade igual ou posterior a agosto de 2020.

A decisão da Anvisa foi tomada contra a empresa Backer (Cervejaria Três Lobos Ltda.) após novas análises divulgadas pelo Ministério da Agricultura, que confirmaram a presença das substâncias monoetilenoglicol e dietilenoglicol em 21 lotes de oito marcas diferentes de cerveja da empresa.

Essa medida preventiva também foi embasada pela investigação epidemiológica das Vigilâncias Sanitárias de Belo Horizonte e de Minas Gerais, juntamente com os laudos do Instituto de Criminalística da Polícia Civil de Minas Gerais e do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura.

O dietilenoglicol é uma substância tóxica e proibida em alimentos e bebidas. Sua presença na cerveja está associada a casos de óbito e intoxicação em Minas Gerais. Já o monoetilenoglicol, embora menos tóxico, também não deve estar presente em bebidas.

Os resultados das análises indicam que a contaminação nas cervejas da marca pode ser sistêmica e não restrita a lotes específicos. Por isso, a Anvisa decidiu pela interdição cautelar de todos os lotes fabricados no mesmo período.

Essa medida preventiva é nacional e visou proteger os consumidores da marca.

A cerveja da Backer chegou a matar alguns consumidores (Reprodução: Internet)

O QUE ACONTECEU COM A EMPRESA APÓS A INTERDIÇÃO?

As audiências de instrução e julgamento do caso Backer começam em 2022, em Belo Horizonte, mais de dois anos após o ocorrido.

O Ministério Público de Minas Gerais arrolou 28 testemunhas de acusação, incluindo vítimas, fiscais e delegados, para serem ouvidas.

O propósito dessas audiências foi reunir evidências verbais. No total, 11 pessoas, incluindo os sócios-proprietários da cervejaria Backer, foram tornadas réus “por crimes relacionados à contaminação de cervejas fabricadas e comercializadas pela empresa aos consumidores”. Uma delas faleceu em novembro de 2020.

Atualmente o caso segue na justiça, mas não é possível prever quando o processo será sentenciado.

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