Carlos Henrique - nova programação da TV Globo

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Substituindo o executivo Octávio Florisbal, o diretor Carlos Henrique Schroder conversou com jornalistas na noite da última quarta-feira (27) e confessou ter se preparado intensamente para assumir o cargo.

“Um dia o Florisbal me chamou em sua sala e disse que precisávamos discutir o futuro. Quando ele perguntou se eu consideraria assumir o cargo, tomei um susto. Foram várias noites sem dormir”, afirmou. “Mas a partir daquele momento passei a ser copiado em todos os emails trocados pela diretoria para saber tudo o que acontecia na empresa. Foram três meses de aprendizado.”, contou.

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Schroder aproveitou e falou sobre a programação vespertina da Globo, que vem enfrentando baixa audiência. “Tanto o ‘Video Show’, quanto a ‘Sessão da Tarde’ e a ‘Malhação’ estão indo bem na nossa avaliação. O que pode haver é uma flutuação de audiência, mas que normalmente se resolve. Qualquer produto pode ter flutuações. O que temos de fazer é melhorá-lo, precisamos renovar o tempo todo. Mas, para mudar, precisa haver um real problema. Não há, a curto prazo, nenhuma intenção de mexer na grade da tarde.”

Além disso, para o diretor-geral da TV Globo, mais importante do que traçar metas de audiência é a preocupação em ter na grade de programação produtos de relevância que façam com que a emissora esteja presente nas discussões do dia a dia dos brasileiros. “A audiência é consequência. É a qualidade o que faz o espectador ligar a TV”, avaliou o executivo.

Ao longo de um dia inteiro de programação, do início da manhã à madrugada, um total de 94 milhões de pessoas assistem à TV Globo, segundo Schroder. O número é a soma de telespectadores que, em algum momento das 24 horas do dia, assiste à programação da emissora. O diretor-geral também informou que uma pesquisa demonstra que a audiência do canal por classes sociais, faixas etárias e gêneros reflete os mesmos percentuais da sociedade brasileira.

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Sobre o jornalismo em HD, Carlos Henrique adiantou: “Até setembro, todos os telejornais serão transmitidos em HD. Nosso plano de digitalização tem como meta alcançar 70% do país até a Copa do Mundo e 90% até 2017”.

Quando o assunto foi a internet, Schroder constatou: “A internet é uma aliada, não uma concorrente. Ela não rouba audiência, ao contrário, é complementar. Ela nos ajuda a ter uma relação mais próxima e imediata com o telespectador, aguça a interatividade. O cruzamento com as mídias sociais tem trazido mais audiência à TV.

A emissora investe e experimenta a atuação em novas mídias, informou o diretor-geral. Uma pesquisa demonstrou que 77% dos brasileiros afirmou que assistiria à TV Globo se pudesse enquanto está no trânsito ou em locais nos quais não tem acesso a um televisor. Para atender essa demanda, o canal tem transmitido conteúdo em ônibus, metrôs, trens, aviões e balsas, além de dispositivos móveis com internet.

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