Câncer e infarto: A morte de 5 âncoras do Jornal Nacional que comoveu o Brasil
Tente não se surpreender ao ver cinco apresentadores do Jornal Nacional, da TV Globo, que perderam suas vidas mas deixaram um grande legado
Tente não se surpreender ao ver cinco apresentadores do Jornal Nacional, da TV Globo, que perderam suas vidas mas deixaram um grande legado
O Jornal Nacional faz parte da história da televisão brasileira há mais de cinco décadas. Nesse tempo todo, muita gente já passou pela bancada ou ajudou a levar as principais notícias do Brasil e do mundo ao público da Globo.
Hoje, William Bonner e Renata Vasconcellos são os rostos mais conhecidos do telejornal. Mas, muito antes da dupla assumir esse posto, outros jornalistas tiveram a responsabilidade de comandar o JN em diferentes momentos.
Alguns desses profissionais, inclusive, acabaram se tornando grandes referências do jornalismo. Entre eles estão nomes como Cid Moreira, Hilton Gomes, Berto Filho e Paulo Henrique Amorim. Cinco desses jornalistas já morreram e deixaram uma marca importante na história da televisão. As informações são do TV História.
Hilton Gomes
Hilton Gomes foi um dos primeiros rostos do Jornal Nacional. Quando o telejornal estreou, em 1969, ele dividiu a bancada com Cid Moreira. A parceria durou até 1972. Naquele ano, Hilton deixou o posto e deu lugar a Sérgio Chapelin, que também se tornaria um dos nomes mais lembrados da história do JN.
A carreira do jornalista, porém, não ficou restrita à Globo. Hilton também passou pela Band e construiu uma trajetória de destaque no jornalismo. Ele morreu em 17 de outubro de 1999, aos 75 anos, no Rio de Janeiro. O jornalista sofreu uma parada cardiorrespiratória.
Berto Filho
Outro profissional que deixou sua marca foi Berto Filho. Quem acompanhou a televisão brasileira nas décadas de 1970 e 1980 certamente se lembra da voz do jornalista.
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Ele passou pelo Jornal Nacional na segunda metade dos anos 1970 e também esteve na bancada durante os primeiros anos da década seguinte. O Jornal Hoje foi outro programa jornalístico da Globo que contou com seu trabalho.
Já nos anos 2000, Berto assumiu outra função dentro da emissora e passou a trabalhar como locutor do Fantástico. Sua saída da Globo aconteceu em 2008. Berto Filho morreu em 12 de março de 2016, no Rio de Janeiro, aos 75 anos. Ele enfrentava um câncer na garganta, que acabou provocando metástase no cérebro.
Herton Domingues
Heron Domingues já era conhecido antes mesmo de sua passagem pela Globo. O jornalista ganhou enorme notoriedade como locutor do Repórter Esso e se tornou uma das vozes mais famosas do rádio brasileiro nas décadas de 1950 e 1960.
Na Globo, ele também teve participação no Jornal Nacional, mas não como um dos apresentadores fixos. Heron costumava assumir a bancada quando era necessário substituir os titulares.
A morte do jornalista aconteceu de maneira repentina. Em 9 de agosto de 1974, ele sofreu um infarto fulminante e morreu aos 50 anos. Poucas horas antes, Heron havia apresentado uma edição do Jornal Internacional que entrou para a história. O programa exibiu imagens exclusivas do então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, antes de deixar o cargo.
Eliakim Araújo
Eliakim Araújo também fez parte de uma geração bastante conhecida do jornalismo brasileiro. Na Globo, ele chegou a ser titular do Jornal da Globo e também apareceu em diversas edições do Jornal Nacional. A participação no JN acontecia principalmente aos sábados, quando ele substituía os apresentadores titulares.
Depois de alguns anos na emissora, Eliakim deixou a Globo em 1989. A partir daí, passou pela Manchete e pelo SBT e ainda trabalhou na CBS Telenotícias. Em boa parte dessa trajetória, esteve ao lado da esposa, a jornalista Leila Cordeiro.
Em 1997, os dois se mudaram para os Estados Unidos. Eliakim morreu em 17 de julho de 2016, aos 75 anos, em Fort Lauderdale, na Flórida. Ele lutava contra um câncer no pâncreas.
Paulo Henrique
Antes de se tornar um dos principais nomes da Record, Paulo Henrique Amorim teve uma passagem pela Globo. O jornalista apresentou algumas edições do Jornal Nacional em 1990 e também trabalhou como correspondente da emissora nos Estados Unidos. Anos mais tarde, ele ficaria ainda mais conhecido do grande público por comandar o Domingo Espetacular. Paulo Henrique Amorim morreu em 10 de julho de 2019, aos 76 anos, no Rio de Janeiro. Ele sofreu um infarto fulminante.
A passagem desses jornalistas pelo Jornal Nacional aconteceu em períodos diferentes, mas todos fizeram parte de uma época importante da televisão brasileira. Alguns ficaram mais tempo na bancada, enquanto outros apareceram como substitutos. Ainda assim, seus nomes continuam ligados à história do principal telejornal da Globo.