A "Nova Família Trapo" e seu futuro
Vi domingo o programa “Nova Família Trapo” na TV Record. Gostei do texto bem elaborado por Letícia Dornelles que tem timing de comédia e soube criar personagens.
Raul Gazolla me surpreendeu pela boa caracterização que fez com postura adequada de palco e jeito engraçado italiano. Patrícia Travassos foi bem mas poderá ser bem melhor em futuros programas. Ela é engraçada e Letícia pode descarregar mais importância em seu personagem que ela segura bem. Bárbara Borges fez um excelente mulher lasanha e seu personagem também pode ganhar mais importância que a menina dá conta do recado. Cacau Mello surpreendeu e roubou a cena nos momentos em que apareceu. Daniel Erthal foi uma cópia de Sérgio Mallandro e eu prefiro o original. Rafael Cortez foi uma grande decepção e está longe de ser bom ator porque me lembrou muito os canastrões das comédias de filmes nacionais.
O cenário é igual ao cenário do “Sai de Baixo” e isto afeta o entendimento do comédia. A gente acaba fazendo comparação com outro programa. O teatro escolhido tem altura de palco muito baixa e reduz a grandiosidade do empreendimento. Quem quer fazer um programa pra ser líder domingo à noite não pode errar no formato de produção e demonstrar economia. Pelo mesmo preço se acha teatro muito melhor.
A coleção de risadas eletrônicas acrescentadas muitas vezes não correspondia às imagens mostradas da plateia. Trocando o cenário e o teatro pode ser um bom produto pra domingo à noite.
Texto: James Akel
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