A novela é do mercado, do sistema

18/11/2013 às 08:30 · Tempo de leitura: 2 minutos

A ganância pode matar a obra prima do brasileiro

Extremamente aclamada, amada e odiada a novela é o produto mais assistido da TV brasileira pois mexe com a emoção do povo, mas cada dia perde público.  Uma das razões é o autor não se voltar para a arte, ele é do mercado, do sistema, que se impõem mais do que a inspiração.

Outra é o público ter acostumado com o que assiste, com o que têm, com a sintonia e costume dos clichês -, que não é a raiz maligna do produto, já que a sua fonte na narrativa é extramente indispensável.  Televisão é hábito, é música, é cena, é voz do povão, de todas as cores, de todos os tambores. A narrativa das telenovelas é a maior responsável por sua presença nos dias de hoje, principalmente aqui no Brasil, que a novela das nove é a segunda refeição do dia, de muitos brasileiros.

Há a falta de oportunidade para novos escritores. O mercado é poderoso, mas é fechado. O roteirista sangue bom, ainda é encontrado, muito, por meio de DNA(conhecidos, amigos ou parentes). Não adianta ter talento se a oportunidade não reina. Nada se revela sem treino.

Quebrar barreiras é necessário. Se atualizar, mostrar a realidade e reconhecê-la, é sofrido, mas, jamais, pode tornar-se obsoleto.  Com liberdade a arte incentiva, traz tesão e mais coesão.  Que as novelas possam ser criadas na mente do autor, sem L, de lei, sem P, de proibido, afinal, ali é ficção e não realidade. Aprisioná-la é reduzir é a prender no cárcere onde o sol jamais brilhará como antes.

Texto enviado pelo leitor: Gerson Limoeiro

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