Vômito e queimadura: A proibição da Anvisa e da polícia contra marcas de bebidas populares no Brasil

Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.

21/06/2024 às 11:12 · Tempo de leitura: 8 minutos

Anvisa fez proibição contra 2 marcas de bebidas famosas (Foto: Reprodução/ Internet)

Marcas de bebidas populares no Brasil foram alvo de grande polêmica

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atua em nosso país garantindo a segurança, qualidade e eficácia de alguns produtos e serviços de nosso cotidiano. Nessa matéria, por exemplo, falaremos sobre a proibição do órgão federal contra 2 marcas de bebidas muito populares no Brasil.

Suco de caixinha

Logo de cara, falaremos sobre uma marca famosa de suco de caixinha arrancada dos mercados levando em consideração riscos à saúde do consumidor. A marca de suco de caixinha em questão era a Ades, que se envolveu em uma grande polêmica em 2013, na ocasião, a empresa ainda pertencia a Unilever.

A Anvisa descobriu que a empresa envasou, na época, um lote de suco com soda cáustica na composição. Ades é uma bebida à base de soja que pode ser encontrada na linha original, que se assemelha ao leite, e também saborizados, e na linha frutas em diversos sabores.

De acordo com informações do portal o ‘G1’, o caso se deu após uma mulher passar mal ao tomar o suco, em Guarujá, São Paulo. Assim, o advogado da mulher, Airton Sinto, solicitou um exame no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, que identificou o agente tóxico na composição do produto.

Anvisa fez proibição no passado contra suco de maça da Ades (Foto: Reprodução/ Internet)

A Unilever afirmou que 96 unidades de Ades, sabor maçã, foram envasadas com solução de limpeza, mas que alertou a população anunciando o recolhimento voluntário do produto assim que soube da contaminação. Na ocasião, eles divulgaram os lotes dos produtos contaminados.

Conforme a fonte, a falha foi detectada no processo de envase do alimento de Soja sabor Maçã (Lote AGB 25) envasado no equipamento TBA3G no dia 25/02/2013 com validade até 22/12/2013. Na época, a Anvisa determinou a proibição da fabricação, venda, comercialização e consumo dos lotes identificados.

Pronunciamento Unilever:

Em nota, a Unilever reafirmou que o problema de qualidade “limita-se a 96 unidades de Ades sabor maçã, 1,5 litro, lote AGB25, produzidas na linha TBA3G na fábrica de Pouso Alegre”. Além disso, a empresa fez questão de deixar claro no pronunciamento que apenas no lote em questão houve comprometido durante sua fabricação.

Ades não teve mais problemas com a Anvisa (Foto: Divulgação/Unilever)

“Todos os demais produtos Ades não correspondentes aos lotes com iniciais AG permanecerão no mercado, encontrando-se em perfeitas condições para consumo”, afirmou a Unilever na época. Assim, a empresa ainda pediu “desculpas aos nossos consumidores e clientes pelo episódio e declarar mais uma vez nosso compromisso com a qualidade de Ades, uma das marcas mais queridas do Brasil”.

Situação atual:

Desde o período em que a Anvisa descobriu o problema, a Ades nunca mais se envolveu em nenhum tipo de polêmica envolvendo seus produtos. A Unilever se dispôs a atender todos os prejudicados com a contaminação do produto e pediu desculpas oficialmente. Atualmente, a Coca-Cola é dona da marca de suco.

Refrigerante:

Segundo o G1, em 2006, um casal foi a uma padaria em Divinópolis, MG, para lanchar e no local, ambos compraram o refrigerante Kuat de 200 ml. Ao tomar o líquido, a mulher sentiu queimação e falta de ar. O namorado dela também provou da bebida, em menor quantidade, e relatou que sentiu queimação.

Na ocasião, a Polícia Militar (PM) foi acionada e apreendeu a garrafa com o líquido. Por causa do mal-estar, a mulher foi levada ao Pronto Socorro Regional de Divinópolis com queixas de dor na boca e na garganta, além de náuseas. Ela permaneceu internada durante algumas horas e depois recebeu alta.

Um laudo realizado pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil confirmou a presença de soda cáustica no líquido enviado para exame. Durante o processo, um inspetor da Coca-Cola, declarou em juízo que a fabricante usava soda cáustica na lavagem das garrafas e que a inserção do produto era realizada manualmente.

Refrigerante da marca Kuat possuía soda cáustica (Foto: Reprodução/TV Morena)

Ou seja, o que poderia justificar que algumas garrafas estivessem contaminadas e não o lote inteiro. Ainda segundo informações do portal G1, a Coca-Cola, dona da marca, foi condenada em novembro de 2023 a indenizar a mulher em R$ 5 mil reais e o homem em R$ 3 mil reais por danos morais.

Pronunciamento:

Em 2023, o G1 solicitou uma nota à empresa Coca-Cola, fabricante do refrigerante, e em nota, a empresa disse que não comenta ações judiciais em andamento e reforçou que possui rigoroso controles de qualidade e segurança, que garantem que os produtos saiam das fábricas em perfeitas condições de consumo.

Situação atual:

Em 2006, quando o caso aconteceu, a Anvisa notificou a empresa sobre o recolhimento do lote específico. Atualmente, vale dizer, o Kuat segue sendo comercializado normalmente.

Coca-Cola e sua grandiosidade

A Coca-Cola é uma das melhores empresas e é composta pelas marcas Coca-Cola (Original e Sem açúcar), Fanta, Sprite, Schweppes, Chás Leão, Sucos Del Valle, Ades, Monster, Burn, Powerade, I9, cervejas como Therezópolis, Eisenbahn, Sol, Kaiser, Bavaria, Tiger, Estrella Galicia e a Água mineral Crystal.

Como fazer uma denúncia a Anvisa?

Para fazer uma denúncia, é preciso preencher o formulário eletrônico descrevendo o fato e detalhar as informações, a fim de possibilitar a apuração da denúncia. A denúncia, quando possível, dever conter fotos ou materiais que possam demonstrar os fatos relatados.

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