R$2,3 bi: A venda da Casas Bahia pelas mãos do Pão de Açúcar a novos donos que ninguém poderia imaginar
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Casas Bahia foi vendida a dono inimaginável, pelas mãos do GPA (Foto Reprodução/Montagem/Tv Foco)
Grupo Pão de Açúcar repassou a Casas Bahia, em venda colossal, para nome inimaginável do varejo
Em meados de 2019, o Grupo Pão de Açúcar (GPA), considerado um dos maiores nomes do varejo, vendeu uma das marcas mais consolidadas do mercado nacional, a famosa Casas Bahia.
Mas você deve estar se perguntando “Que ligação a Casas Bahia tem com o GPA?”; Calma que a gente explica!
Apesar de muitos desconhecerem o fato, a Casas Bahia estava no poderio do Grupo Pão de Açúcar, desde o ano de 2009. Dez anos após a compra, mais precisamente em 2019, o GPA optou em vender todas as suas ações da Via Varejo, que até então controlava a Casas Bahia e Ponto Frio.
De acordo com o portal Valor Econômico, essa transação foi leiloada pela B3 (Bolsa de Valores do Brasil), e custou aos novos donos o valor total de R$2,3 bilhões, sendo R$4,90 cada uma das ações vendidas.
Identidade chocante e reviravolta histórica
Só que o que mais choca nessa história não foi nem o ato de vender e sim a identidade de quem comprou. De acordo com o G1, essa compra foi executada pelo poderoso veterano do varejo, Michael Klein, e sua família, os fundadores da Casas Bahia.
Nem precisa dizer que essa transação marcou para sempre a história, uma vez que se concretizou a volta da Família Klein no poder do comando da Casas Bahia e demais varejistas pertencentes a Via Varejo.
Essa reviravolta histórica causou certo choque na época, afinal de contas, quem poderia imaginar que a poderosa conseguiria retomar o poder, que até então, estava nas mãos de uma de suas maiores rivais do setor ?
Porém, apesar de surpreendente não foi algo feito no impulso uma vez que, em agosto do ano de 2012, quando o grupo francês Casino assumiu o controle do GPA, os Klein já manifestavam interesse em retomar a marca para si.
Na época, o GPA era o controlador da Via Varejo, com 36,27% do capital social da varejista de móveis e eletrodomésticos, enquanto a família Klein tinha apenas uma fatia de 25,43%.
Fora isso, ainda de acordo com o G1, o GPA já estava tentando vender a rede desde o fim de 2016 a fim de concentrar-se apenas no setor alimentício, ademais, a empresa teve prejuízo de R$ 267 milhões no ano de 2018.
Em maio de 2019, a Via Varejo comunicou que o acionista Michael Klein, filho do fundador das Casas Bahia, Samuel Klein, estava no processo de contratação dos serviços de assessoria financeira da XP para avaliar a aquisição em bolsa de valores de ações da varejista.
Casas Bahia voltou para o poder de varejista poderosa (Foto Reprodução/Internet)
Grupo Pão de Açúcar vendeu todas as suas ações da Via Varejo para se dedicar ao setor alimentício (Foto Reprodução/Jornal Extra)
Michael Klein e Abílio Diniz (Foto Reprodução/Uol)
Via Varejo, agora chamada apenas de Via, controla atualmente as marcas Casas Bahia, Extra.com, Ponto Frio, Bartira e outras (Foto Reprodução/Internet)
A volta do Grupo Casas Bahia
Após o ocorrido, conforme informado pela Info Money, a companhia anunciou a mudança do nome de sua marca que passou a se chamar somente Via, em abril de 2021, com o intuito de ir além do varejo
Porém, de acordo com o portal Valor Econômico, em setembro de 2023 a Via voltou a se chamar Grupo Casas Bahia, com isso, foi ajustado o Artigo 1º do estatuto social da rede varejista, que passou a refletir essa mudança.
A assembleia de acionistas também aprovou a mudança do Artigo 5º do estatuto, com o ajuste no capital social da companhia, que somava R$ 5,1 bilhões, dividido em 1,59 bilhão de ações ordinárias.
Fora isso também foi aprovada a alteração do capital autorizado da companhia para que aumentasse em até 3 bilhões de ações ordinárias, sem valor nominal, mediante decisão do conselho de administração.
Como está a situação da Casas Bahia agora em 2024?
Ainda no ano de 2023, as ações da Casas Bahia registraram uma desvalorização de 81,03% , considerada a maior derrocada entre os papéis que compõem o Ibovespa, segundo dados da Economatica, empresa de informações financeiras do TC.
Vale dizer que esse tombo dos ativos acontece em meio a um balanço além do esperado. Só para sintetizar, nos primeiros nove meses de 2023, a antiga “Via” acumulou um prejuízo de R$ 1,6 bilhão.
Em relatório divulgado no dia 08 de janeiro de 2024, o BB Investimentos revisou a avaliação do Grupo Casas Bahia, para incorporar o resultado do terceiro trimestre de 2023 e o grupamento de ações realizado em dezembro do ano passado.
De acordo com o portal Suno, a analista Georgia Jorge pontuou que as ações BHIA3 despencaram 81% em 2023, refletindo a piora da situação econômico-financeira do Grupo Casas Bahia ao longo do ano.
A mesma ainda frisou que, após a divulgação do resultado referente ao 3T23, o BB Investimentos rebaixou sua recomendação para “venda”, diante da apresentação de números fracos.
Esses resultados em conjunto com o momento delicado vivenciado pela companhia, com rebaixamento de ratings corporativos e de crédito, acendeu um alerta quanto ao elevado risco de execução de seu plano de recuperação neste ano de 2024.
De acordo com Georgia, considerando o cenário como um todo, e expectativas de rentabilidade de 2024 e 2025, entende-se que o Grupo Casas Bahia segue em um momento: “desafiador, com desequilíbrio entre a relação risco-retorno”.
O BB Investimentos tem preço-alvo de R$ 9,80 ao final de 2024 para as ações de Casas Bahia.
Ainda de acordo com o portal, a Casas Bahia, emitiu um comunicado aos seus acionistas e ao mercado em geral informando a data de sua assembleia geral ordinária para esse ano de 2024.
Segundo comunicado, a assembleia geral ordinária da Casas Bahia está prevista para o dia 19 de abril de 2024, conforme já divulgado pela companhia em seu calendário de eventos corporativos.
Ainda de acordo com a Casas Bahia, a proposta da administração e demais documentos pertinentes à assembleia geral ordinária ainda serão divulgados pela companhia.
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