Dez anos após abandonar o Brasil, uma gigante europeia do varejo ressurgiu das cinzas no Brasil para desafiar nomes como a Zara e Shein

O mercado da moda e varejo é conhecido por reviravoltas impressionantes, as quais podemos dizer serem dignas de uma novela das nove da Globo. No entanto, entre tantos casos, um dos mais emblemáticos envolve o ressurgimento de uma loja que, após anos “enterrada”, conseguiu se levantar e brilhar novamente.

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Dez anos após não conseguir sobreviver à crise em solo brasileiro, a MANGO, marca ícone do fast fashion, voltou com tudo e a notícia chegou como uma bomba certeira no segmento têxtil, uma vez que, ao mesmo tempo, trouxe desespero para as concorrentes e alegria para os consumidores que prezam por alfaiataria atemporal.

Fundada ainda na década de 80 em Barcelona, a MANGO carrega uma identidade de sofisticação casual que, por pouco, não se perdeu definitivamente para o público brasileiro em 2013, ano em que a marca encerrou as suas operações físicas em solo nacional e foi, até mesmo, dada como falida no Brasil.

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Sendo assim, com base em informações do portal Diário do Comércio e do Fashion Network, trazemos mais sobre esse retorno e suas expectativas para esse ano de 2026.

Por que a Mango “faliu” no Brasil?

É fundamental puxar pela memória os motivos que fizeram esse nome tão renomado bater em retirada há uma década.

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Conforme registos da época, a MANGO promoveu fechamentos massivos de lojas físicas em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Embora não tenha tido uma falência decretada judicialmente, a empresa “enterrou” a sua história no país após fracassar diante do complexo terreno de negócios brasileiro.

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José Gómez, até então vice-presidente de desenvolvimento comercial da Mango Internacional, atribuiu a decisão à elevadíssima burocracia nacional e aos pesados impostos de importação.

A tentativa de manter-se apenas via e-commerce também falhou em 2013, pois o público brasileiro ainda não possuía o hábito de compra online que domina os dias atuais.

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Aliança certa

A retomada ao topo deu-se por intermédio de uma parceria de peso com a Dafiti, a maior fashiontech da América Latina.

O retorno ocorreu em meio a investimentos pesados para ampliar a internacionalização e enfrentar a sua maior rival global, a também espanhola Zara.

Fabio Fadel, diretor comercial da Dafiti, revelou que a negociação durou longos nove meses. A estratégia inseriu a Mango no portfólio premium do site, oferecendo uma marca de “entrada premium” para mulheres maduras das classes A e B, dispostas a pagar entre R$ 150 e R$ 500 por peça.

Esta aliança permitiu que a Mango operasse em território nacional sem os riscos operacionais que a derrubaram no passado, aproveitando a capilaridade logística da Dafiti, que entrega em todo o país com preços competitivos.

Inclusive, conforme apuramos no site oficial, a Dafiti continua alimentando as novidades da marca neste ano de 2026.

Diferenciada

Podemos dizer que o retorno da Mango simbolizou um certo terror para a concorrência. Afinal de contas, ela é uma das poucas marcas no fast fashion que foca na durabilidade e na qualidade, fugindo do conceito de “roupa descartável”.

Enquanto gigantes como a aclamada chinesa Shein dominam o volume de vendas com preços agressivos, a Mango atrai a cliente que busca itens menos perecíveis e sazonais.

A marca oferece designs próprios, malhas de alta qualidade, suéteres, cardigans e jeans com lavagens diferenciadas.

A proposta de valor é clara: democratizar o acesso à moda internacional sofisticada com um excelente nível de serviço.

Inclusive, mesmo com o fenômeno da Shein faturando bilhões no Brasil, a Mango posiciona-se como uma alternativa de luxo acessível que não se abala com a concorrência asiática.

Mango em 2026:

Chegando a 2026, os sorrisos de satisfação nos rostos dos executivos da Mango confirmam o sucesso da estratégia.

A empresa celebrou quatro décadas de existência com resultados recorde.

Sob o comando do CEO Toni Ruiz, a Mango apresenta o plano estratégico “4E” (Elevate, Expand, Earn and Empower).

As metas para 2026 são ambiciosas e sólidas:

  • A marca planeia ultrapassar os 4 mil milhões de euros em vendas globais;
  • Abertura de 500 novas lojas internacionais, com foco em mercados-chave como Estados Unidos, México, inclusive por aqui no Brasil – Veja aqui*.
  • Elevar a qualidade e o design sem necessariamente repassar aumentos abusivos de preços ao consumidor.
  • Investimento maciço em Inteligência Artificial e gestão de dados para otimizar a experiência omnichannel.

De onde vem o nome da loja MANGO?

Por trás de toda essa estratégia de bilhões, existe uma curiosidade que humaniza a marca. Muitos clientes perguntam-se por que uma gigante espanhola de moda tem o nome de uma fruta tropical. A explicação remete a uma viagem do seu fundador, Isak Andic, às Filipinas.

Ao provar a manga pela primeira vez, ele ficou encantado com o sabor exótico e memorável.

Para Andic, o nome era perfeito por ser fácil de pronunciar em quase todos os idiomas e por evocar algo fresco e desejável.

Assim, o que começou com uma experiência gastronómica num paraíso tropical, tornou-se o nome de um império que hoje dita tendências em todo o mundo.

Com uma saúde financeira invejável e sem dívida líquida, a varejista catalã prova que soube aprender com os erros de 2013.

Atualmente, a Mango voa alto, consolidando-se como a escolha predileta de quem busca elegância e durabilidade.

Mas, para mais histórias como essa, clique aqui*.