(Foto: Divulgação)

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Elke Maravilha era uma artista única, assim como seu guarda-roupa. Além da alegria contagiante da artista, a riqueza de detalhes de suas perucas, maquiagem, vestidos e bijuterias fazia dela o centro das atenções onde quer que chegasse.

Toda essa exuberância artística deverá ganhar em breve uma exposição. “Foi pedido um lugar para expormos as coisas dela. Mas não tem nada definitivo ainda. Minha irmã tinha muitas coisas e muitos adereços bacanas. Vale a pena mostrar”, contou Frederico Grunnupp, irmão da artista.

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Para Junior Perim, Secretário Municipal de Cultura, Elke merece a homenagem por seu amor ao Rio:“Temos que reconhecer a importância que ela tem para a cidade. A prefeitura já estava pensando em como eternizar o nome da Elke. Ela tem um acervo riquíssimo e vamos mandar alguém lá em breve para olhar as peças e avaliar o que de bacana podemos mostrar aos admiradores de Elke.”

Desprendida de bens materias, ela sempre ajudou amigos e companheiros de trabalho. Segundo Erick Brandão, amigo da família há 10 anos, a artista não enxergava dinheiro como prioridade. “Ela nunca foi apegada a dinheiro. Não acumula bens, imóveis. Queria ter para ter uma vida digna. A vontade de Elke era dar tudo para seus amigos. Mas eles não querem. Acham que isso deve ser exposto para seus fãs”, contou Erick, sobre os objetos de Elke Maravilha.

Elke Maravilha morreu aos 71 anos na madrugada desta terça-feira, 16, no Rio. Elke estava internada havia quase um mês na Casa de Saúde Pinheiro Machado, após uma cirurgia para tratar uma úlcera. Ela teve falência múltipla de órgãos.

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