Carne podre: Açougue é interditado pela Vigilância Sanitária na BA

Venda de carne podre: Açougue popular é interditado pela Vigilância Sanitária na BA após denúncia

Açougue interditado na BA por vender carne podre; Entenda o caso e 4 dicas essenciais da para saber se a carne está boa para consumo.

11/12/2025 5h30

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Açougue vendia carne podre e Vigilância Sanitária é acionada (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva)

Açougue interditado na BA por vender carne podre; Entenda o caso e 4 dicas essenciais da para saber se a carne está boa para consumo

E a saúde de milhares de consumidores na região de Vitória da Conquista (BA) entrou em cheque após uma recente ação da Vigilância Sanitária (Visa) na cidade.

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Isso porque, de acordo com o portal Correio, um açougue de grande porte, popular no bairro Patagônia, foi parcialmente interditado na manhã do dia 04 de dezembro, após serem encontradas graves irregularidades que representam um risco sanitário iminente à população.

A denúncia feita à Vigilância Sanitária revelou um cenário de negligência que ultrapassava a simples falta de higiene e expôs a venda de produtos em estado de putrefação, em outras palavras, carne podre.

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Um risco confirmado

De acordo com o coordenador da Visa, Maico Mares, a situação era tão crítica que apresentava sérias irregularidades.

Conforme mencionamos acima, o ponto mais alarmante foi a descoberta de carnes em avançado estado de putrefação misturadas com carnes de boa qualidade dentro das câmaras frias.

Esta prática cria um risco de contaminação cruzada massiva, tornando impróprios para consumo até mesmo os produtos que estavam em condições visivelmente melhores.

O contato direto acelera a proliferação de bactérias patogênicas, como Salmonella e Escherichia coli, que causam intoxicações alimentares severas.

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Além da mistura perigosa de produtos, o açougue funcionava com problemas estruturais e em um ambiente insalubre, agravando o risco de contaminação.

A falta de condições adequadas de higiene e conservação impedia a manutenção da cadeia de frio, essencial para a segurança alimentar de produtos perecíveis como a carne.

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Irregularidades estruturais e documentais

Se não bastasse isso, esse açougue ainda operava sem um documento fundamental:

  • A ausência deste requisito indica que o local não passava por vistorias regulares e não atendia às normas básicas da legislação, caracterizando uma ilegalidade grave na operação.

O coordenador da Visa, Maico Mares, também confirmou que a ação revelou “várias não conformidades” estruturais, além da mistura de carnes podres e frescas.

A interdição focou nas duas câmaras frias e o empreendimento foi notificado.

Uma equipe técnica especializada ficou de avaliar o material apreendido para definir o descarte total ou parcial das carnes.

O processo culminou na destruição completa do material impróprio para garantir que ele não volte à cadeia de consumo, protegendo a saúde pública.

Visto que o estabelecimento não foi devidamente identificado, não foi possível localizar a sua real situação.

Como saber se a carne do açougue está boa ou não para consumo?

Vale dizer que casos similares, como interdições por insalubridade, apreensão de toneladas de produtos vencidos e o fechamento de fábricas e buffets clandestinos, demonstram que a Vigilância Sanitária permanece atenta, defendendo o consumidor contra fraudes e riscos à saúde.

No entanto, a responsabilidade de identificar produtos inadequados recai em parte sobre o consumidor.

Uma vez que, além de você poder evitar levar para casa carnes impróprias, você ainda consegue agir mais rápido na denúncia.

Sendo assim, trazemos abaixo quatro sinais vitais antes de efetuar a compra de carne, ainda mais nesta época do ano:

1. Observe a cor e a aparência, mas não confie tanto assim somente no vermelho…

  • Carne Bovina: A cor deve ser vermelho-vivo ou vermelho-cereja. Se apresentar tons esverdeados, marrons escuros ou áreas cinzentas, indica oxidação avançada ou putrefação;

MAS ATENÇÃO! Algumas carnes podem ter uma cor levemente amarronzada devido ao vácuo ou embalagem; neste caso, observe se a cor volta ao vermelho normal minutos após o contato com o ar. Se a cor escura persistir, evite o produto.

2. Sinta o odor (cheiro doce ou ácido é alerta):

  • Carne Fresca: O cheiro deve ser leve, quase imperceptível, com um aroma característico de ferro ou sangue;
  • Carne estragada: Se você sentir um odor azedo, doce ou sulfuroso (semelhante a ovos podres), não compre. O cheiro é resultado da ação bacteriana e indica que a carne está imprópria.

3. Verifique a textura e umidade (evite a gosma):

  • Carne fresca: A textura deve ser firme e elástica, voltando à forma quando pressionada levemente. A carne deve ser úmida, mas não pegajosa;
  • Carne Estragada: Se a superfície estiver escorregadia, pegajosa ou apresentar uma fina camada de gosma (muco), é um sinal de crescimento bacteriano.

4. Avalie as condições da embalagem e do ambiente:

  • Temperaturas: Observe se o produto está armazenado em câmaras frias ou balcões refrigerados com a temperatura correta (abaixo de 7ºC). Se o balcão estiver visivelmente desligado ou a temperatura parecer elevada, não arrisque;
  • Higiene do açougue: O chão deve estar limpo, as facas e balanças devem estar limpas e os atendentes devem usar luvas e toucas. Açougues insalubres são um risco alto de contaminação.

Mas, para saber mais casos como esse, clique aqui*.

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Autor(a):

Jornalista com formação em Moda pela Universidade Anhembi Morumbi e experiência em reportagens sobre economia e programas sociais. Com olhar atento e escrita precisa, atua na produção de conteúdo informativo sobre os principais acontecimentos do cenário econômico e os impactos de benefícios governamentais na vida dos brasileiros. Apaixonada por dramaturgia e bastidores da televisão, Lennita acompanha de perto as movimentações nas principais emissoras do país, além de grandes produções latino-americanas e internacionais. A arte, em suas múltiplas expressões, sempre foi sua principal fonte de inspiração e motivação profissional.

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