Após 27 anos de funcionamento, varejista fecha as portas no Shopping Iguatemi em Porto Alegre
O Shopping Iguatemi Porto Alegre perdeu uma loja tradicional depois de quase três décadas de funcionamento. A franquia da rede Imaginarium encerrou as atividades no local após 27 anos de operação.
Durante anos, a loja ocupou um espaço no corredor lateral do shopping. Muitos clientes passaram pelo ponto em busca de presentes criativos e objetos de decoração. No entanto, o negócio enfrentou mudanças no mercado. Ao mesmo tempo, os custos cresceram e o fluxo de clientes diminuiu naquela área do centro comercial.
A própria equipe confirmou o fechamento nas redes sociais. A mensagem trouxe um tom de despedida e relembrou a história da loja dentro do shopping. “Depois de 27 anos no corredor lateral do Iguatemi, encerramos nossa operação”, informou a publicação.

Além disso, o texto agradeceu funcionários e clientes que acompanharam a trajetória da loja. O comunicado também destacou o vínculo criado com o público ao longo dos anos.
Enquanto muitos clientes demonstraram surpresa com o anúncio, a franqueada explicou os motivos que levaram à decisão. Segundo ela, manter a loja aberta se tornou cada vez mais difícil. O custo de operação subiu de forma significativa. Ao mesmo tempo, o movimento de pessoas no corredor diminuiu. Esse conjunto de fatores pesou nas contas do negócio.
Por que a varejista fechou a loja no shopping?
O setor de shopping centers usa uma expressão comum para explicar esse tipo de situação. O termo é custo de ocupação. Esse conceito reúne despesas como aluguel, condomínio e taxas cobradas pelo shopping.
Em outras palavras, trata-se do dinheiro necessário para manter a loja funcionando naquele espaço. Quando esse custo cresce mais rápido que as vendas, o equilíbrio financeiro desaparece. Nesses casos, muitos lojistas decidem fechar a operação.
- A loja funcionava em um corredor lateral do shopping.
- O fluxo de visitantes nesse trecho era menor que em áreas centrais.
- O aumento dos custos pressionou o caixa da operação.
- A franqueada decidiu encerrar o negócio após avaliar a situação financeira.
Além do caso específico da Imaginarium, o episódio reflete uma mudança maior no varejo brasileiro. Nos últimos anos, muitos consumidores passaram a comprar pela internet. Esse modelo recebe o nome de comércio eletrônico.
Ele permite que o cliente compre pelo celular ou computador. Depois disso, a empresa envia o produto para a casa do consumidor. Esse hábito mudou a dinâmica das lojas físicas em várias cidades.
Imaginarium
A Imaginarium construiu sua reputação justamente dentro de shoppings. A marca nasceu em Santa Catarina e ganhou espaço vendendo presentes criativos. Porém, entre os produtos mais populares aparecem luminárias, canecas, mochilas e objetos decorativos com design divertido.
Ao longo do tempo, a rede se expandiu por várias regiões do país. Muitas unidades operam por meio de franquias. Nesse sistema, um empresário compra o direito de usar a marca e seguir o modelo de negócio da empresa.
O Shopping Iguatemi Porto Alegre segue como um dos principais centros de compras da capital gaúcha. O empreendimento abriu as portas em 1983 e passou por diversas ampliações ao longo dos anos. Atualmente, o local reúne centenas de lojas e recebe cerca de 2 milhões de visitantes por mês. Esse fluxo transforma o shopping em um dos polos comerciais mais importantes da cidade.
Por fim, especialistas lembram que a troca de lojas faz parte da dinâmica do setor. Shoppings costumam renovar periodicamente o chamado mix de lojas. Esse termo descreve a combinação de marcas presentes no centro comercial.
Contudo, quando uma operação encerra as atividades, outra pode ocupar o espaço e oferecer novos produtos ou serviços. O fechamento da Imaginarium encerrou uma história de 27 anos no Iguatemi. Além disso, ao mesmo tempo, abriu espaço para a próxima etapa na constante transformação do varejo.
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