Adeus no Iguatemi e calote desmascarado: Varejista de shopping rival da Americanas vai à falência após 15 anos

Varejista de shopping rival da Americanas vai à falência (Reprodução/Montagem/Canva/TradeMap)
Rede varejista tem fim decretado após uma década e dívida milionária
Franquia gigantesca, líder de seu setor, decreta falência e se despede de shoppings e clientes após ter calote chocante descoberto pela Justiça e muitos milhões em dívidas.
Portanto, estamos falando da rede de livrarias Saraiva, que conquistou inúmeros consumidores com suas unidades espalhadas por todo o Brasil, grande rival da Americanas.
No entanto, a rede entrou com um pedido de recuperação judicial em 2018, com uma dívida de R$674 milhões, segundo informações da Infomoney.
Naquele ano, a empresa fechou 19 lojas pelo Brasil só no mês de outubro, restando 85 lojas físicas. Incluindo, unidades icônicas em shoppings como Iguatemi, entre outros.
Já em 2020, 36 unidades foram fechadas, registrando uma queda de 75% na receita do grupo.
Além disso, nas redes sociais, a rede estava sendo ‘exposta’ por alguns supostos ex-funcionários.
Nos comentários de uma publicação feita pela empresa, algumas pessoas cobraram pelo salário e rescisão.
Contudo, a empresa até tentou se reerguer no ano de 2022 ao converter R$163 milhões de dívidas em ações, chegando na marca de R$300 milhões em dívidas.
Entretanto, logo em setembro de 2023, a empresa optou por encerrar todas as suas operações físicas, demitindo funcionários e fechando as suas últimas lojas.
Desse modo, um mês depois disso, a Saraiva decretou autofalência, que foi atendida, pela 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Capital
Na decisão, o juiz Paulo Furtado indicou que foi descumprido o plano de recuperação judicial e determinou a suspensão de ações e execuções contra a empresa.
Como a Saraiva foi fundada?
De acordo com a Wikipédia, a rede brasileira de livrarias foi fundada em 13 de dezembro de 1914 por Joaquim Inácio da Fonseca Saraiva, no centro da cidade de São Paulo. Em 2008, a empresa adquiriu a Livraria Siciliano e passou a ter 20% do mercado livreiro do Brasil.


