Longe do trabalho desde abril do ano passado para dedicar-se à gravidez e aos cuidados dos primeiros meses de Vittorio, nascido em agosto, Adriane Galisteu marcou o fim da licença-materindade no palco. Nesse sábado (8), a apresentadora e atriz substituiu Daniele Valente, que está grávida, na reestreia da peça “Mulheres Alteradas”, em cartaz no teatro Procópio Ferreira, em São Paulo.

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Com seis peças no currículo, Adriane teve pouco tempo para se preparar. E contou com a ajuda da mãe, Ema, para estudar o texto durante as festas de final de ano na praia de Camburizinho, litoral norte de São Paulo. Apesar de admitir certo nervisismo, a apresentadora se permitiu até a alguns improvisos, que arrancaram risos dos colegas de cena: Luiza Tomé, Mel Lisboa e Daniel Del Sarto.

iG: Você adaptou o nome das personagens?
Adriane Galisteu: Sim, coloquei a “Dri e o Alê” na peça (em menção à cena de pais de primeira viagem, em que ela troca os nomes das personagens pelo o seu e o do marido). Na verdade é Bia e Fábio, eu troquei os nomes hoje, queriam me matar. A Luiza (Tomé) me olhou e começou a rir de verdade. Mas é isso, somos pais de primeira viagem.

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iG: Chamou a Mel Lisboa de Dalila em cena?
Adriane Galisteu: A nossa Mel é a nossa Dalila (papel da atriz na minissérie da Record “Sansão e Dalila”). Então a mão da Dalila não dá para fazer, eu fico sacaneando ela: ‘como é que você aguenta olhar para a sua mão?’. Ela está sem ir á manicure desde que coemçou a gravar. Então, botei Dalila para dar uma sacaneadinha nela.

iG: Continua a amamentar?
Adriane Galisteu: Não dou mais de mamar no peito, dei durante exatos quatro meses. Meu leite secou quando eu fiz a minha viagem de lua de mel, e eu levei a bomba pra lá, com frasquinhos, com liberação da Anvisa para trazer o leite de volta, mas lá secou. Eu fiquei muito triste porque eu estava amando, mas eu cheguei aqui sem leite. Enfim, eu consegui dar quatro meses e ele está super saudável.

iG: Como está o Vittorio?
Adriane Galisteu: São experiências muito novas, cada mês ele vai ficando mais esperto. Agora ele fica escolhendo para quem ele ri. Fico louca disputando: ri pra mim, ri pra mim, o tempo todo, é a mamãe, ri.

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iG: Foi difícil ficar oito dias longe dele durante a lua de mel?
Adriane Galisteu: Gastei uma fortuna de telefone, gastei mais de telefone do que gastei na viagem. Ligava pra casa cinco, seis vezes por dia. Ele ficou com a minha mãe e com a mãe do Alê.

iG: O que o teatro representa na sua vida?
Adriane Galisteu: É a minha sexta peça, não tenho uma bagagem tão grande, mas também já não é tão pequenininha. Já fui dirigida por grandes diretores, teatro é uma paixão, eu sempre falei isso. Eu nunca vou largar o teatro, mesmo porque este é um pedido do Paulo Autran e da dona Bibi Ferreira, na minha cara. O Paulo, um pouco antes de morrer me falou: ‘não largue o teatro’.O que o teatro me dá, em nenhum outro lugar eu consigo ter. Consigo ser uma apresentadora melhor porque eu faço teatro, mas o contrário não funciona. Gosto do ofício do teatro, do dia a dia, dos horários, da disciplina.

iG: O que falta no seu currículo ainda?
Adriane Galisteu: Já fiz cinema, já fiz teatro, profissionalmente só falta ser líder de audiência. Estou bem longe disso, mas não vou desistir. A gente tem um programa que a Band comprou, vou apresentar um reality show sobre moda, só não posso dar o nome, mas terá três meses de duração. E terei um diário também.

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iG: E a história de que você substituiria a Hebe no SBT?
Adriane Galisteu: Primeiro a Hebe é insubstituível, isso é um fato, não dá nem para entrar nesta questão. Apesar de conhecer todo mundo do SBT, tenho bons amigos lá, a gente nem chegou a conversar. Não passou de uma especulação. Claro que tem gente lá dentro que gostaria muito que eu voltasse, a própria Daniela Beyruti (filha do Silvio Santos) é uma grande amiga minha, mas a minha vida está muito boa na Band.

iG: Vai conseguir dar conta do filho, marido, teatro, televisão?
Adriane Galisteu: Mulher é isso, 500 coisas ao mesmo tempo e fazendo todas bem, é o nosso objetivo. Eu graças a Deus tenho bastante gente para cuidar do Vittorio. Só não o trouxe para o teatro porque ele é muito pequenininho, mas lá na Band dá para ele ir tranquilamente.

iG: Vai fazer a temporada da peça no Rio?
Adriane Galisteu: Eu tenho casa lá, então vou ficar um tempo. Eu fiz uma temporada da peça “Um Casal Aberto, Ma Non Troppo” exatamente dois anos atrás. Foi justamente nesta época. Por eu ter uma casa lá me ajuda muito, vou levar o Vittorio, vou com mala e cuia.

iG: E o Carnaval,continua à frente da Unidos da Tijuca?
Adriane Galisteu: Serei a rainha de bateria, tem mais essa. Eu não sei nada sobre isso (Mariana Rios a substituiria). Eu realmente não fui aos ensaios, mas isso já estava falado com o presidente. Como é que eu ia, estava de quarentena! Fui uma vez, me quebrei inteira para ir, eu estava amamentando. Agora eu estreei, tenho algumas datas que estarei lá. Não tenho como estar nos dois lugares ao mesmo tempo. Eu tinha combinado que estaria presente em sete datas, o Carnaval é agora em março, são muitos ensaios. Não dá para ir a todos primeiro que eu moro em São Paulo. Segundo que eu não sou uma frequentadora de quadras, não é a minha vida. Faço Carnaval com o maior prazer, pago a minha fantasia, evito dar qualquer tipo de trabalho para a escola, faço porque gosto.

iG: Vai desfilar de biquíni?
Adriane Galisteu: Não sou de biquíni, s mesmo na minha época magrinha. Gosto de me fantasiar. Ainda faltam cinco quilos, estou na luta. Mas a peça vai me ajudar.

FONTE: IG