"Agora é Tarde" volta como Fusca preguiçoso quando esperávamos uma Ferrari
Reassumir o que foi sucesso sempre é complexo, as comparações são inevitáveis, a saudade do outro apresentador acaba só com o tempo. O programa “Agora é Tarde”, foi reformulado, mantido com o outro apresentador – já que o outro(Danilo Gentili) trocou de emissora.
A reestreia do programa, simplesmente, não empolgou, extraviou-se na editação e nos poucos quadros apresentados. A atração parou na barriga fria de qualquer estreia, não colocou o nervosismo na chapa para virar churrasco cheiroso, atraente, familiar.
Não se apresentou, como deveria, apenas amostrou-se com cenário, mas sem índice e conteúdo. As músicas do convidado, o momento do cantor, tornou-se mais importante que, a entrevista realizada pelo Rafinha Bastos.
O apresentador não foi polêmico, mais foi cêntrico, do pouco, que foi apresentado. O que se lembra mesmo, do antigo “Agora é Tarde”, é o Marcelo Mansfield, que continuou no programa.
O tradicional “Passou na TV”, continuou com seu formato, mas dependente das boas noticias, polêmicas e micos. O novo “Agora é Tarde” precisará de ajuste, de mais tempo, mas demonstrou que sabedoria, informação e interatividade, ainda são medalhões parem serem utilizados.
Entretanto, é preciso dar uma chance, um voto de confiança num programa que recomeçou, mas, que terá muito trabalho pela frente, diante de uma concorrência pesada, Rafinha Bastos, não poderá contar a piada errada, menos ainda dormir no ponto. Bom, para o público e, ótimo para televisão brasileira.
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