
Nazaré (Renata Sorrah) foi o maior destaque em novelas de Aguinaldo Silva
(Foto: Globo/Zé Paulo Cardeal)
Dono de personagens mulheres bastante marcantes, como a Nazaré (Renata Sorrah) de Senhora do Destino e a Pereirão (Lília Cabral) de Fina Estampa, o autor Aguinaldo Silva explicou o destaque maior ao sexo feminino em suas tramas de sucesso.
No Twitter, ele explicou o motivo do Comendador de Império ter sido exceção em sua carreira. Para quem não lembra, a trama mais recente do autor deu bastante destaque ao personagem de Alexandre Nero, que acabou ofuscando os principais nomes femininos.
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“Alguém me pergunta porque, em minhas novelas, à exceção do Comendador em Império, as mulheres são sempre protagonistas. Minha resposta: ‘porque eu gosto de mulher pra caramba!’ E acho que elas estão em processo de mutação, o que as torna mais interessantes”, disse.
Alguém me pergunta porque, em minhas novelas, à exceção do Comendador em "Império", as mulheres são sempre protagonistas. Minha resposta: "porque eu gosto de mulher pra caramba!" E acho que elas estão em processo de mutação, o que as torna mais interessantes.
— aguinaldo silva (@aguinaldaosilva) March 9, 2018
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A novela A Força do Querer, que foi exibida no ano passado no horário das 21h da Globo, abordou o tema envolvendo os transsexuais contando o drama de Ivana, que era mulher, mas se sentia em um corpo de homem. Por isso, a trama foi vista por muitos como pioneira no assunto no Brasil, pela forma como o tema foi tratado.
O autor Aguinaldo Silva, no entanto, promete não ficar para trás. Em seu perfil oficial no Twitter, ele anunciou na manhã deste sábado (03) que também abordará o assunto em seu próximo folhetim, mas com um pequeno diferencial.
“Na minha próxima novela tem um transexual que reivindica o direito de trocar fisicamente de sexo sem ter que abdicar oficialmente do seu nome… Que é nome de homem”, publicou ele, que ainda mandou um recado: “Sinceramente? Acho que estar na vanguarda é isso”, opinou.
Aguinaldo ainda explicou sua abordagem: “Se todos os direitos são iguais, por que um homem não pode ser chamado de Elizabeth Maria e uma mulher não pode ser chamada de João Luís? Porque que cada gênero só pode adotar certos nomes?”, questionou ele.
