Aguinaldo Silva vence processo contra o Pânico

16/11/2017 às 16:19 · Tempo de leitura: 3 minutos

O autor Aguinaldo Silva ganhou R$ 100 de indenização do programa de humor. (Foto: Reprodução)

O autor Aguinaldo Silva ganhou R$ 100 mil de indenização do programa de humor. (Foto: Reprodução)

O autor de novelas Aguinaldo Silva acaba de vencer o processo que movia contra o programa Pânico e alguns de seus integrantes. De acordo com informações do portal UOL, Aguinaldo receberá cerca de R$ 100 mil de indenização por conta de uma paródia.

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Aliás, a justiça não entendeu o ‘Aguinaldo Senta’ como uma paródia. O relator afirma que o termo era usado para achincalhar publicamente. “Configurado, portanto, o abuso no exercício da liberdade de imprensa, ultrapassando a razoabilidade e proporcionalidade em sua conduta, indubitavelmente ofensiva à imagem e à honra do autor, restando desrespeitados os direitos de personalidade do autor, a ensejar reparação por danos morais não só pela emissora de televisão, mas também pelo ator humorista e apresentador do programa, no caso, o primeiro réu”, garantiu o desembargador.

Os humorista Wellington Muniz, o Ceará, o ex-diretor Alan Rapp e o produtor Marcelo Picon, o Bolinha, foram os condenados por danos morais pelo quadro. A responsável pela decisão é a 17ª câmera cível.

AGUINALDO SILVA DIZ ESTAR CANSADO:

O autor de novelas Aguinaldo Silva, abriu seu coração e resolveu falar sobre as ofensas que recebe nas redes sociais. Em entrevista para o Conversa com o Bial, nessa terça-feira, 14 de novembro, ele falou sobre o incômodo.

“Sempre que querem me insultar na internet começam com ‘velho’: ‘velho safado’, ‘velho viado’… Comecei a me sentir incomodado não porque me dirigem esse insulto, mas porque traz o preconceito com as pessoas idosas e acham normal. Os velhos estão conformados com esses insultos”, lamentou.

“Estou meio cansado, tentando criar coragem de bancar a Greta Garbo e sair de tudo isso. Mas é difícil. É uma maneira, de uma forma ou outra, de se comunicar com as pessoas de forma imediata, é viciante”, confessou.

Na conversa, ele falou ainda sobre tratar temas mais polêmicos nas novelas: “Quando você escreve uma cena mais forte, não necessariamente um beijo gay, tem que pensar que a mãe está sentada com o filhinho, ele pergunta o que é isso e a mãe não sabe responder. Isso faz você ser sempre médio no que diz,  pensar se não vai ofender as pessoas, que vão parar de ver a novela”.

Aguinaldo falou ainda sobre a repercussão da reprise de “Tieta” no Canal Viva: “Foi uma novela totalmente libertária. Pude falar de tudo, de pedofilia, romance entre tia e sobrinho, e todas as coisas são ditas com o nome verdadeiro. As pessoas estão maravilhadas com Tieta, elas desaprenderam a ouvir essa linguagem. Com o patrulhamento do politicamente correto, não pode dizer mais anão, é ‘indivíduo verticalmente prejudicado’. Você corre o risco de ser processado se chamar um cego de cego”, afirmou.

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