Hoje irei direto ao ponto.
Aos que gostam das parábolas e filosofias peço perdão, mas a questão é objetiva:
A Record não deve ser desprezada como tem sido ultimamente.
Crise não é sinônimo de fracasso.
O projeto A Caminho da Liderança foi assassinado (ou se suicidou, há controvérsias), mas um novo pode ser criado.
Mas para isso, aproveitando o trocadilho, o Foco precisa ser Máximo.
A Record precisa caminhar em unidade.
E esta é a palavra que parece estar em falta na Barra Funda.
Os departamentos da Emissora estão claramente divididos entre “Dinamismo” e “Conformismo”.
Veja só isto:
A minissérie José, que será exibida somente no ano que vem, já foi completamente escrita e está em produção. (Nota 10)
Por outro lado, Rebelde ainda não possui data de término e sequer sabe qual será sua substituta. (Nota 0)
Agora veja isto:
O Programa da Tarde está sendo planejado com capricho e englobando as mais diversas áreas de entretenimento. (Nota 10)
Enquanto isso, porém, as tardes da Emissora se resumem a um amontoado de reprises (Tudo a Ver) e a um de sangue (Cidade Alerta). (Nota 0)
Percebe a contradição?
Os Departamentos são os mesmos, mas não caminham em unidade.
Peguemos o domingo como exemplo:
Gugu (opinião pessoal) é um dos maiores apresentadores do Brasil. Possui uma história rica e que merece respeito.
Mas como este apresentador, que ganha R$3 milhões mensais e possui carta branca para gastos de produção, pode passar horas exibindo vídeos da internet (!), truques (!!), mais vídeos (!!!!) e notícias regionais bizarras?
Registre a tal falta de Unidade: Existe o Talento, mas não há Criatividade.
Pulemos para o sábado:
Rodrigo Faro é um apresentador inegavelmente talentoso.
É animador por natureza, simpático, engraçado.
Mas por que lhe dão o mesmíssimo Programa há anos? Dancinhas repetitivas, Quadros longos e enjoativos, apelação barata.
Anote esta: Há Potencial, mas sem Estrutura.
Ia parar por aqui, mas darei um último exemplo:
O Domingo Espetacular.
Por alguns anos, foi o Programa mais visto fora da Globo. Hoje, patina no Ibope.
E pior: na Credibilidade.
Gosto de resumir o problema em uma frase:
[quote]O Fantástico foi humilde o suficiente para se reciclar, mas Paulo Henrique Amorim ainda não tirou a mão do bolso.[/quote]
A Record possui as ferramentas, mas parece ter se esquecido de ler o manual.
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O propósito deste Post é atestar algo simples:
A Record é uma empresa grande com atitudes pequenas.
Ela ainda pode chegar lá.
“Lá aonde?”, você pergunta
Lá, onde seu material humano e técnico tem condições de chegar.
A Emissora possui (ou possuía) um trunfo: Ambição.
O SBT funciona por música e isso é lindo.
(Quem lê a Coluna sabe o quanto o SBT tem sido elogiado aqui)
Mas a Record pode usar a guerrilha a seu favor.
Há pessoas, há estrutura, há dinheiro.
Só falta atitude.
Que é de graça e, coincidentemente, costuma se destacar em momentos de desgraça.
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