Assim como a famosa Deolane Bezerra, agora, um ex-participante do BBB, da Globo, acaba sendo preso
A título de informação, para quem não lembra, a advogada e influenciadora Deolane Bezerra acabou sendo presa no dia 21 de maio, durante a Operação Vérnix. Ela foi detida em sua mansão em Barueri (SP) sob suspeita de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e atualmente encontra-se detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista (SP), onde já se tornou ré.
A prisão preventiva foi cumprida pela Polícia Civil de São Paulo em conjunto com o Ministério Público Estadual (MPSP). Assim, após passar por audiência de custódia e ter a prisão mantida, ela foi transferida para a unidade prisional no interior paulista.
Vale lembrar que a defesa de Deolane tentou habeas corpus e prisão domiciliar, mas os pedidos foram negados pela Justiça paulista. Ela foi indiciada e, posteriormente, o Ministério Público formalizou a denúncia, tornando-a ré pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A investigação aponta que a estrutura financeira e as empresas da influenciadora foram utilizadas para ocultar e lavar dinheiro do crime organizado. As autoridades apontam que ela recebia repasses mensais de uma transportadora usada como fachada para o fechamento de caixa e circulação de recursos ilícitos da facção.

Mas, vale ressaltar que a influenciadora e sua defesa negam veementemente qualquer envolvimento com o crime organizado, afirmando que seus ganhos são provenientes de honorários advocatícios e contratos de publicidade.
Mais uma prisão acaba sendo confirmada
Agora, o ex-BBB e comediante Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di, acabou sendo condenado pela Justiça na última terça-feira (23/6) a 14 anos e 6 meses de prisão em regime fechado.
As informações dão conta de que ele é acusado de envolvimento em crimes de estelionato, lavagem de dinheiro qualificada e uso de documento falso.

Entenda!
Assim, em resumo, o influenciador Nego Di e sua esposa, Gabriela Vicente de Sousa, foram condenados pela Justiça a penas em regime fechado pelos crimes de estelionato e lavagem de dinheiro relacionados a esquemas de rifas virtuais ilegais. Nego Di foi sentenciado a 14 anos e 6 meses de prisão, e Gabriela, a 8 anos e 4 meses.
A condenação do casal foi divulgada pela Justiça do Rio Grande do Sul no dia 23 de junho de 2026. Anteriormente, eles já haviam sido alvos de operações e detenções provisórias deflagradas pelo Ministério Público em meados de 2024.

A Justiça considerou o casal culpado pelos seguintes crimes:
- Estelionato: Devido aos prejuízos causados a milhares de vítimas através da venda das rifas.
- Lavagem de dinheiro: Por ocultar e dissimular os ganhos financeiros ilícitos.
- Uso de documento falso e promoção de loteria ilegal: Nego Di também recebeu uma pena adicional pela realização das rifas proibidas sem autorização da Caixa Econômica Federal.
A defesa de Nego Di, assim como a de Deolane, também nega. A defesa sustenta que a acusação não possui fundamento jurídico sólido. Os advogados afirmam que pretendem recorrer da decisão, reiterando a inocência do influenciador e afirmando que o processo não tem base material para justificar a pena.
Passagem pelo BBB, da Globo
No BBB, ele ficou apenas 23 dias, mas sua passagem ficou marcada como uma das mais polêmicas e rejeitadas da história do reality. Ele foi o terceiro eliminado da edição, com 98,76% dos votos, sendo na época o recorde de rejeição masculina do programa.
Durante o jogo, ele se aliou fortemente a Karol Conká, Lumena Aleluia e Projota, formando um grupo que adotou posturas consideradas agressivas e manipuladoras por grande parte do público.
Após a eliminação, Nego Di quebrou seu contrato de exclusividade com a emissora para criticar publicamente o reality. Ele alegou ter sofrido um “linchamento” virtual e afirmou que a edição do programa manipulava a narrativa para favorecer outros participantes, sentindo-se injustiçado pelo tratamento recebido no pós-eliminação.
O que é lavagem de dinheiro?
Em suma, lavar dinheiro significa basicamente disfarçar a origem de recursos financeiros ou bens obtidos de forma ilegal para que eles pareçam legítimos. De acordo com a Legislação Brasileira (Lei nº 9.613/98), a prática envolve ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, movimentação ou propriedade de bens e valores vindos de infrações penais.
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