Governo de São Paulo traz o programa SuperAção SP para famílias de baixa renda
Em 2025, o Governo de São Paulo lançou o SuperAção SP, um programa amplo e integrado que busca reduzir a pobreza e promover autonomia financeira.
A proposta vai além da assistência básica: o foco é ajudar famílias em situação de vulnerabilidade a conquistarem independência por meio da qualificação e da entrada no mercado de trabalho.
De acordo com informações do Governo do Estado, o programa organiza as famílias em duas trilhas diferentes, conforme a realidade e capacidade de inserção profissional.
Trilha 1: Proteção Social
A primeira etapa atende famílias com maiores dificuldades para trabalhar ou gerar renda, como:
- Pessoas elegíveis ao Bolsa Família, mas que ainda não recebem o benefício
- Famílias sem adultos em idade ativa
- Adultos que não podem trabalhar por dependerem de cuidados ou cuidarem de terceiros
- Pessoas em situação de rua
Nesses casos, o atendimento ocorre por meio do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), com apoio direto dos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS).
Nos CRAS, assistentes sociais orientam, atualizam o CadÚnico e encaminham para serviços como:
- Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (Paif)
- Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)
Além disso, as famílias podem receber um auxílio mensal para cobrir necessidades básicas. O benefício é destinado a quem tem renda per capita inferior a R$ 218 e enfrenta insegurança alimentar grave.
De acordo com o Governo do Estado, o pagamento dura 12 meses, podendo ser prorrogado por mais 12.
O valor atual é de R$ 150,33 por pessoa, calculado com base no salário mínimo paulista, atual em R$ 1.804.
Trilha 2: Superação da pobreza
Porém, famílias com potencial para ingressar no mercado de trabalho também podem participar do programa.
Nessa fase, o programa oferece acompanhamento próximo e personalizado.
Cada família recebe o apoio de um agente social, que visita o domicílio e ajuda a criar um Plano de Desenvolvimento Familiar, com metas de capacitação e geração de renda em três etapas:
- Proteger
A família recebe apoio inicial e pode acessar benefícios sociais, incluindo o auxílio básico.
- Desenvolver
Famílias garantem cursos, capitações e qualificação profissional, além de auxílios:
- Incentivo ao compromisso: R$ 200 pagos após a criação do plano familiar
- Auxílio de capacitação: R$ 1.200 em duas parcelas para transporte e alimentação
- Incentivo ao desenvolvimento: R$ 600 para quem cumpre as metas de qualificação
- Incluir
Na fase final, o objetivo é inserir a família no mercado de trabalho. Desse modo, quem concluir todas as etapas pode receber um bônus de até R$ 1.804.
Quem pode participar?
De acordo com o Governo do Estado, o programa é voltado para famílias paulistas que atendem aos seguintes critérios:
- Estar inscritas no CadÚnico
- Ter atualizado os dados nos últimos 24 meses
- Ter renda familiar per capita, excluindo rendimentos de auxílios sociais, abaixo de meio salário-mínimo nacional (R$ 759)
BPC e Bolsa Família
A iniciativa também ocorre paralelamente com os auxílios do Benefício de Prestação Continuada e do Bolsa Família.
O BPC é O BPC garante o pagamento de um salário mínimo (R$ 1.621) por mês para:
- Idosos com 65 anos ou mais de baixa renda
- Pessoa com deficiência de qualquer idade de baixa renda
- Em ambos os casos, a renda familiar per capita deve ser de até 1/4 do salário mínimo
Por fim, o Bolsa Família é destinado para famílias com a renda mensal por pessoa de até R$ 218. O programa garante o pagamento mínimo de R$ 600, além dos extras, conforme a composição familiar.
