Além dos R$1621: Lei Estadual paga salário mínimo acima dos R$1800 em 2026

Lista de trabalhadores está em festa com lei estadual que garante salário mínimo acima do esperado nesse ano de 2026

17/09/2026 20:13

5 min

Salário mínimo (Foto Reprodução/Montagem/TV Foco/Canva/Paola)
Salário mínimo (Foto Reprodução/Montagem/TV Foco/Canva/Paola)
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Lista de trabalhadores está em festa com lei estadual que garante salário mínimo acima do esperado nesse ano de 2026

Uma lei estadual colocou o salário mínimo de milhares de trabalhadores acima dos R$ 1.800 em 2026. O valor, que supera o piso nacional, passou a chamar atenção justamente pela diferença entre os dois pagamentos. Em São Paulo, o novo salário mínimo estadual foi fixado em R$ 1.874,36, conforme a Lei nº 18.471/2026, sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas.

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O reajuste representa uma mudança importante para profissionais que estão dentro das categorias contempladas pela legislação paulista. O novo piso substituiu o valor anterior, de R$ 1.804, e passou a valer para trabalhadores que não possuem remuneração mínima definida por uma lei federal, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. A medida alcança cerca de 70 categorias profissionais.

Novo salário mínimo estadual supera o piso nacional

Em 2026, o salário mínimo nacional está estabelecido em R$ 1.621. Com isso, o piso paulista de R$ 1.874,36 fica R$ 253,36 acima do valor válido em todo o país. A diferença, porém, não significa que todos os trabalhadores paulistas tenham direito automaticamente ao valor estadual.

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O salário mínimo regional possui regras próprias e serve como referência para determinadas categorias profissionais. A legislação paulista estabelece o piso para trabalhadores que não contam com um salário profissional definido por uma legislação federal ou por negociação coletiva.

Por esse motivo, é necessário observar a categoria e o vínculo do trabalhador antes de concluir se o valor de R$ 1.874,36 deve ser aplicado.

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Quem pode receber R$ 1.874,36?

A Lei 18.471/2026 contempla uma série de atividades profissionais. Entre os trabalhadores incluídos estão empregados domésticos, cuidadores de idosos e de pessoas com deficiência, serventes, trabalhadores agropecuários e florestais, pescadores, mensageiros, profissionais de limpeza e conservação, auxiliares de serviços gerais, empregados não especializados do comércio e trabalhadores de serviços administrativos.

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Também aparecem na relação profissionais como garçons, motoboys e trabalhadores envolvidos com movimentação e manipulação de mercadorias. A lista ainda contempla diferentes funções relacionadas à indústria e aos serviços.

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Um ponto importante é que o piso estadual não substitui outros salários definidos para determinadas profissões. Quando uma categoria já possui um piso estabelecido por lei federal ou por instrumento coletivo, prevalecem as regras específicas aplicáveis àquele trabalhador.

Reajuste sancionado em 2026

O novo valor foi aprovado pela Assembleia Legislativa de São Paulo e posteriormente sancionado pelo governador. A medida elevou o piso de R$ 1.804 para R$ 1.874,36, um aumento de R$ 70,36, equivalente a 3,9%. A proposta considerou o INPC acumulado de 2025 como referência para o reajuste.

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A atualização também mantém uma diferença significativa em relação ao salário mínimo nacional. Enquanto o piso federal chegou a R$ 1.621 em 2026, o valor paulista alcançou R$ 1.874,36.

Essa diferença é justamente o que faz o salário mínimo estadual chamar atenção. Porém, o trabalhador precisa verificar se sua atividade está entre aquelas previstas na legislação e se não existe outro piso aplicável ao seu contrato.

Servidores públicos tiveram mudança

A atualização do piso paulista também esteve relacionada aos servidores públicos estaduais. No mesmo período, foi sancionada a Lei 18.470/2026, que estabeleceu um abono complementar para garantir os valores mínimos previstos para determinadas jornadas.

Segundo a Assembleia Legislativa de São Paulo, a medida alcança mais de 89 mil servidores ativos, aposentados e pensionistas. Para jornada completa, o valor considerado é de R$ 1.874,36. Já para jornada comum, o valor é de R$ 1.405,77, enquanto a jornada parcial possui referência de R$ 937,18.

Essa regra, no entanto, não deve ser confundida com o salário mínimo estadual destinado às categorias da iniciativa privada. São legislações diferentes, embora os valores tenham sido vinculados ao novo piso paulista.

Valor não altera aposentadorias do INSS

Outro ponto que merece atenção envolve aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social. O fato de São Paulo possuir um salário mínimo regional de R$ 1.874,36 não significa que as aposentadorias e pensões do INSS passem automaticamente para esse valor.

Os benefícios previdenciários vinculados ao piso nacional seguem o salário mínimo definido pela União. Em 2026, esse valor é de R$ 1.621. Portanto, o piso paulista não deve ser utilizado como referência para alterar automaticamente os pagamentos do INSS.

A mesma lógica vale para benefícios federais que utilizam o salário mínimo nacional como referência. A existência de um piso estadual mais alto não modifica, por si só, as regras dos pagamentos administrados pela Previdência Social.

O que muda para o trabalhador

Na prática, a mudança interessa principalmente aos trabalhadores que exercem atividades abrangidas pela legislação estadual e que não possuem outro piso salarial definido. Para esse grupo, o novo valor passa a representar a remuneração mínima prevista pela legislação paulista.

Por isso, quem trabalha no estado e recebe valor inferior deve conferir a categoria profissional, o contrato de trabalho e a existência de convenção ou acordo coletivo. A aplicação do piso depende dessas condições.

O novo valor de R$ 1.874,36 representa, portanto, uma realidade específica de São Paulo em 2026. Embora esteja acima do salário mínimo nacional de R$ 1.621, ele não vale indistintamente para todos os trabalhadores, nem altera automaticamente aposentadorias e benefícios pagos pelo INSS.

A principal diferença está justamente nas regras de aplicação: o piso estadual foi criado para determinadas categorias profissionais e funciona dentro dos limites estabelecidos pela legislação paulista.

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Eu sou Kelves Araújo, graduando em Engenharia de Produção Civil pelo IFCE. Apaixonado pelos bastidores da TV, gosto de acompanhar a <a href="https://www.otvfoco.com.br/sala-gigante-cozinha-de-luxo-e-hidro-patricia-vive-nesta-mansao/">vida dos famosos</a> e escrever a respeito. Atuo na área desde o ano de 2019, e exerço meu trabalho com muito entusiasmo por gostar do que faço. Minhas redes sociais são: e-mail: [email protected]