Quais profissionais têm direito a 30% a mais no salário pela lei trabalhista? Veja lista de trabalhadores que podem receber além dos R$ 1.621

O salário mínimo de 2026, fixado em R$ 1.621, serve como base para milhões de trabalhadores com carteira assinada. No entanto, a CLT garante um acréscimo de 30% para profissionais que exercem funções consideradas perigosas, elevando de forma direta a remuneração mensal.

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Assim, quem recebe o mínimo e atua em atividades de risco pode passar a ganhar R$ 2.107,30, graças ao adicional de periculosidade, previsto em lei e obrigatório quando a exposição ao perigo é habitual.

O que é o adicional de periculosidade previsto na CLT?

O adicional de periculosidade é uma compensação financeira paga ao trabalhador exposto a risco acentuado à vida ou à integridade física. A CLT, em seus artigos 193 a 197, determina que esse adicional corresponda a 30% do salário base, sem incluir horas extras, prêmios ou comissões.

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Além disso, a lei deixa claro que a empresa deve pagar o valor enquanto durar a exposição ao risco, independentemente do tempo de jornada diária.

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Quais profissionais têm direito aos 30% a mais no salário?

Atualmente, a legislação trabalhista reconhece quatro grupos profissionais principais que garantem o adicional de periculosidade, desde que a exposição ao risco seja habitual.

Trabalhadores que lidam com inflamáveis ou explosivos, como frentistas e operadores de combustível, entram automaticamente nessa lista.

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Profissionais expostos a roubos ou violência física, como vigilantes e seguranças patrimoniais, também têm direito ao adicional.

Empregados que trabalham com energia elétrica, especialmente em redes energizadas e alta tensão, recebem o acréscimo legal.

Trabalhadores que utilizam motocicleta como instrumento de trabalho, incluindo motoboys, entregadores e mototaxistas, garantem o benefício conforme o §4º do art. 193 da CLT.

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Quanto recebe quem ganha salário mínimo com periculosidade em 2026?

O cálculo é direto e definido em lei. O adicional sempre incide sobre o salário base.

  • Salário mínimo em 2026: R$ 1.621
  • Adicional de periculosidade de 30%: R$ 486,30

Dessa forma, o trabalhador passa a receber R$ 2.107,30 por mês, sem contar outros benefícios legais. Além disso, o adicional reflete em férias, 13º salário e FGTS, aumentando o ganho anual do profissional.

Periculosidade é diferente de insalubridade?

Sim. A periculosidade envolve risco imediato de morte ou acidente grave, enquanto a insalubridade está relacionada a danos à saúde ao longo do tempo.

Por isso, a lei não permite o recebimento dos dois adicionais juntos. O trabalhador deve optar por aquele que for mais vantajoso financeiramente.

Como a empresa pode comprovar ou retirar o adicional?

A empresa só pode pagar ou retirar o adicional com base em laudo técnico, elaborado por engenheiro ou médico do trabalho.

Caso o risco seja eliminado por mudança de função ou adaptação do ambiente, o empregador pode suspender o pagamento. No entanto, a retirada nunca pode ser feita de forma automática ou arbitrária.

Quem ganha R$ 1.621 deve ficar atento ao adicional de periculosidade?

Sem dúvida. Para quem recebe o salário mínimo, o adicional de 30% representa uma diferença significativa no orçamento mensal. Além disso, a lei não trata o pagamento como um favor da empresa, mas como direito trabalhista garantido.

Portanto, trabalhadores expostos a risco precisam conhecer a legislação, acompanhar a folha de pagamento e, se necessário, buscar orientação sindical ou jurídica para assegurar o valor correto.