"Contaminados": Alerta de perigo atinge camarão n°1 dos restaurantes e ANVISA liga o alerta em SP

Camarão nº1, mais usado nos restaurantes, vira alvo de alerta da ANVISA em SP (Foto Reprodução/Montagem/Tv Foco/Lennita/Canva)
ANVISA liga o alerta após contaminação alarmante envolvendo o camarão, fruto do mar mais consumido nos principais restaurantes em SP
O camarão, considerado o fruto do mar mais apreciado e nº 1 nos principais restaurantes, especialmente nos cardápios mais sofisticados de cidades como São Paulo, recebeu um alerta preocupante.
Como resultado, a ANVISA ficou atenta e colocou-se em estado de vigilância diante da situação.
Esse alerta ocorreu após a divulgação de um estudo que aponta alta contaminação por microplásticos, que, apesar de serem subestimados por muitos, podem ser extremamente nocivos ao nosso organismo.

Diante dos fatos, a equipe especializada em fiscalizações e serviços do TV Foco traz mais detalhes desse alerta e como se manter protegido de riscos.
Pesquisa aponta contaminação em até 90% dos crustáceos
Um estudo preliminar conduzido pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), revelou que cerca de
- 90% dos crustáceos coletados no litoral de São Paulo apresentavam microplásticos em seu trato gastrointestinal;
- Com destaque para o camarão-de-sete-barbas (Xiphopenaeus kroyeri), um dos mais populares.

Regiões analisadas
Intitulado Programa Biota, o estudo ocorre em duas áreas com diferentes níveis de intervenção humana:
- Baixada Santista – Região com forte presença industrial, portuária e pesqueira, exposta a maior impacto ambiental.
- Cananeia – Localizado no litoral sul de São Paulo, esse ambiente sofre menos interferência humana e apresenta melhor preservação ambiental.
As coletas tiveram início em 2023 e buscam avaliar os riscos ecológicos e os impactos para a saúde humana devido à poluição por microplásticos.
Até o momento, entre 80% e 90% dos camarões analisados apresentaram contaminação.
Os mais expostos!
A pesquisadora Daphine Herrera, pós-doutoranda do projeto, explica que os camarões são modelos ideais para esse tipo de estudo, pois se alimentam de detritos marinhos e estão expostos a grandes quantidades de microplásticos.
A próxima fase da pesquisa buscará identificar se esses microplásticos se acumulam em outros tecidos, como na musculatura – a parte mais consumida pelos humanos.
Além dos camarões, o estudo também avalia outros crustáceos decápodes, como:
- Siris;
- Lagostas;
- Lagostins;
- Caranguejos.
A pesquisa levou em consideração fatores como: ciclos de vida, reprodução e impactos ambientais.

O que são microplásticos e quais os riscos?
Em suma, os microplásticos são partículas de plástico com menos de 5 milímetros de tamanho, responsáveis por cerca de 92,4% dos detritos plásticos marinhos.
No entanto, apesar de pequenos, sua presença nos oceanos representa riscos para a saúde humana e para o ecossistema marinho, pois podem ser ingeridos por diversas espécies e se acumular na cadeia alimentar.
Conforme dito acima, a ANVISA ativou o alerta diante da situação, pois os riscos à saúde relacionados ao consumo de camarões são algo bem iminente.
Até porque todo e qualquer risco de contaminação deve ser combatido, a fim de proteger a população.
Independente se seja por:
- Substâncias químicas e microplásticos;
- Problemas com a qualidade do produto;
- Presença de microrganismos patogênicos.

Como combater a contaminação por microplásticos?
Combater a contaminação por microplásticos envolve reduzir o uso de plásticos descartáveis, promover alternativas sustentáveis e melhorar a gestão de resíduos por meio da reciclagem.
Além disso, é importante investir em tecnologias para filtrar microplásticos em sistemas de esgoto e realizar ações de limpeza de praias e oceanos.
Por fim, a conscientização pública sobre o impacto dos microplásticos e o consumo responsável são fundamentais
Mas, para saber sobre outros produtos e alertas da ANVISA e Vigilância Sanitária, clique aqui*.
Conclusão:
A Unesp revelou a contaminação por microplásticos em 90% dos camarões do litoral de São Paulo.
A ANVISA ligou o alerta após os riscos apresentados pelo consumo do crustáceos.
Sendo assim, é necessário que a conscientização seja efetiva, uma vez que os microplásticos podem ser ingeridos por animais marinhos e se acumulam na cadeia alimentar, representando um risco para a saúde humana.