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O cabelão, junto com o figurino extravagante, tem contribuído para a composição do estilista da Zona Leste paulista que finge ser gay quase o tempo inteiro, mas anda mais afetado do que nunca nos últimos capítulos. O exagero nos gestos e atitudes tem dado pano para mangas, já que na trama original o Jacques vivido por Reginaldo Faria era mais contido e até meio mal-humorado.
“A diferença é que na primeira versão Jacques era um nome consagrado da alta-costura. Todas as mulheres queriam fazer vestido com ele. O Jacques de hoje é um estilista obscuro, que ainda tenta conquistar a clientela. E isso exige uma sedução maior”, defende. Alexandre garante que o excesso de frescura combina com a atual fase de decadência do personagem. O texto de Maria Adelaide Amaral e a direção de Jorge Fernando, segundo ele, indicam a linha que deve seguir, além da inspiração no costureiro Dener, uma referência na moda dos anos 70.
“Fazemos uma comédia. Jacques era um pavão adormecido até as chegadas de Ariclenes (Murilo Benício), que bagunça o coreto dele, e de Jaqueline (Claudia Raia), que quer transformá-lo num grande nome da moda. Ele vira uma coisa que não é, sua ambição cresce, mas ele começa a se dar mal. Nesse momento da trama, perdeu o ateliê, não tem mais sua marca e ainda descobre que Amanda (Thaila Ayala) é sua filha. Em meio a esses conflitos, ele se debate. É aí que fica meio patético. Mas tinha que ser uma coisa leve, divertida”, explica o ator, que jura fugir da caricatura: “Não há intenção de insistir em uma coisa para ser mais engraçado”.