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Os produtos diferenciados sempre geram uma certa apreensão nos diretores da Globo, afinal toda inovação pode encontrar uma barreira no comportamento do telespectador, que precisa de um tempo para aceitar aquilo que ele desconhece. Para o início deste ano, a emissora apostou nas microsséries “Amor em 4 Atos”, “O Bem Amado” e “Chico Xavier”, as duas últimas derivadas dos filmes exibidos recentemente nos cinemas. E parece que a estratégia dará certo, uma vez que a audiência está num ótimo patamar.
Baseada nas canções do Chico Buarque, “Amor em 4 Atos” acertou ao levar ao público ótimas histórias, elenco interessante e boas músicas. A microssérie parte das letras de “As Vitrines”, “Construção”, “Folhetim”, “Ela faz cinema” e “Mil Perdões” para narrar encontros e desencontros amorosos. Gostei muito do primeiro episódio, com Marjorie Estiano e Malvino Salvador. As mentiras, as ilusões, as paixões e traições retratadas com leveza e uma belíssima fotografia. Na terça-feira, o primeiro episódio de “Amor em 4 Atos” fechou com 21 pontos de média. Na quarta-feira, a microsérie registrou 20 de média, um índice considerado elevado para um produto que foi exibido quase à meia noite. E esses números comprovam que é fundamental apostar no diferencial, afinal, nós telespectadores queremos qualidade e novidade.

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